30 de nov de 2009

Joana d'Arc


Um dos grandes erros históricos da "Santa Inquisição",Joana d'Arc (em francês Jeanne d'Arc) (Domrémy-la-Pucelle, 6 de janeiro 1412 — Ruão, 30 de maio 1431), por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée e é a santa padroeira da França e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.
Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.
Segundo a escritora Irène Kuhn, Joana d'Arc foi esquecida pela história até o século XIX, conhecido como o século do nacionalismo, o que pode confirmar as teorias de Ernest Gellner. Irène Kuhn escreveu: Foi apenas no século XIX que a França redescobriu esta personagem trágica.
François Villon, nascido em 1431, no ano de sua morte, evoca sua lembrança na bela «Ballade des Dames du temps jadis» ou seja, «Balada das damas do tempo passado» -
Et Jeanne, la bonne Lorraine
Qu'Anglais brûlèrent à Rouen;
Où sont-ils, où, Vierge souvraine?
Mais où sont les neiges d'antan?
Antes aos fatos relacionados, Shakespeare tratou-a como uma bruxa; Voltaire escreveu um poema satírico, ou pseudo-ensaio histórico, que a ridicularizava, intitulado «La Pucelle d´Orléans» ou «A Donzela de Orléans» [1]
Depois da Revolução, o partido monárquico reavivou a lembrança da boa lorena, que jamais desistiu do retorno do rei.
Joana foi recuperada pelos profetas da «França eterna», em primeiro lugar o grande historiador romântico Jules Michelet. Com o romantismo, o alemão Schiller fez dela a heroína da sua peça de teatro "Die Jungfrau von Orléans", publicada em 1801.
Em 1870, quando a França foi derrotada pela Alemanha - que ocupou a Alsácia e a Lorena - "Jeanne, a pequena pastora de Domrémy, um pouco ingênua, tornou-se a heroína do sentimento nacional". Republicanos e nacionalistas exaltarão aquela que deu sua vida pela pátria.
Durante a primeira fase da Terceira República, no entanto, o culto a Joana d'Arc esteve associado à direita monarquista, da qual era um dos símbolos, como o rei Henrique IV, sendo mal vista pelos republicanos.
A Igreja Católica francesa propôs ao Papa Pio X sua beatificação, realizada em 1909, num período dominado pela exaltação da nação e ao ódio ao estrangeiro, principalmente Inglaterra e Alemanha.
O gesto do papa inspirou-se no desejo de fazer a Igreja de França entrar em mais perfeito acordo com os dirigentes anticlericais da III República, mas só com a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918, Joana deixa de ser uma heroína da Direita. Segundo Irène Kuhn,a partir daí "os postais patrióticos mostram Jeanne à cabeça dos exércitos e monumentos seus aparecem como cogumelos por toda a França. O Parlamento francês estabelece uma festa nacional em sua honra no 2º domingo de maio.
Em 9 de maio de 1920, cerca de 500 anos depois de sua morte, Joana d'Arc foi definitivamente reabilitada, sendo canonizada pelo papa Bento XV - era a Santa Joana d'Arc. A canonização traduzia o desejo da Santa Sé de estender pontes para a França republicana, laica e nacionalista. Em 1922 foi declarada padroeira de França. Joana d´Arc permanece como testemunha de milagres que pode realizar uma pessoa, ainda que animada apenas pela energia de suas convicções, mesmo adolescente, pastora e analfabeta, de modo que seu exemplo guarda um valor universal.

27 de nov de 2009

Verdade ou especulação :Fonte do Planalto nega suposta conversa de Lula sobre estupro


BRASÍLIA - Uma fonte do Palácio do Planalto afirmou ao Terra que é uma "inverdade" o episódio narrado em um artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, segundo o qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria tentado estuprar um colega de cela mais novo, quando esteve preso em 1980.
Pessoas ligadas ao presidente classificaram as afirmações do autor do artigo, César Benjamin, como "absurdas" e "nojentas". Oficialmente, a Presidência da República não comentou o caso.
O artigo de Benjamin, que militou no movimento estudantil e ajudou a fundar o PT, afirma que Lula disse ter tentado "subjugar" colega de cela mais novo quando ficou preso por cerca de um mês. O texto narra uma conversa que o autor diz ter tido com o então candidato à Presidência da República, em 1994.
Benjamin afirma que Lula perguntou quanto tempo teria ficado preso durante a ditadura militar. Surpreendido com a resposta de que o autor passou "alguns anos na prisão", o presidente teria dito: 'Eu não aguentaria'.
Segundo o artigo, a vítima era conhecida por "menino do MEP", em referência a uma extinta organização de esquerda. Benjamin afirma que Lula teria ficado surpreso com a resistência do "menino", "que frustrara a investida com cotoveladas e socos". Segundo o autor do artigo, estavam na mesa da conversa o publicitário Paulo de Tarso e o segurança de Lula.

25 de nov de 2009

Dia da “Consciência Negra”


No ultimo dia 21 de Novembro foi comemorado o dia da “consciência negra”, é de se espantar que mesmo tentando nos homenagear, com um dia que mais parece colocado no calendário por uma questão de descargo de consciência do que consciência verdadeiramente dita procure convencer com idéias de que neste país, já exista a igualdade social para negros e brancos.
A maior prova de que isso é uma tremenda falácia e uma mentira descarada, são os dados de desemprego e ao que parece a criminalidade tem cor e ela é negra ( Isto não só aqui,mas na maioria dos países que cultivaram a cultura escravocrata é assim)
Fico impressionado com a forma com que a inteligência humana é tratada, este dia por exemplo que é dedicado a raça negra,só não é pior do que o dia do índio por que ao contrario deles que foram quase que dizimados, nós ainda conseguimos com muita luta ,nos impor e defender nossas idéias e criar nosso espaço nesta sociedade desigual e ingrata.
Sem querer fazer um discurso exagerado, não vejo motivos para comemorações, pois vivo em um Estado da federação que não tenho medo de dizer que é um dos mais racistas deste pais, se não o mais racista.
Até que verdadeiramente estas questões sejam discutidas com seriedade, não há o que comemorar e se orgulhar, a participação do negro na história deste estado e deste pais ,não é devidamente apresentada em nenhum livro didático, os lideres do movimento farroupilha por exemplo em pouco levaram arranhões em 10 anos de luta, não perderam suas propriedades e prestigio,pelo contrario,são homenageados e lembrados até hoje, enquanto aqueles que pouco tinham e perderam tudo não são em nada lembrados,não há um monumento uma estatua em sua homenagem, por que ? por que não tinham bens,não tinham propriedades,não eram estancieiros e sim escravos, principalmente não faziam parte da maçonaria e não tinham pele clara. Hoje a maior questão é a as cotas, há quem diga quae elas não deveriam existir, a verdade é que o negro não é intelectualmente inferior ao branco, mas seu potencial de crescimento foi roubado , sua participação na fatia da riqueza foi tirada descaradamente, eles nos devem esta participação, ainda que ela não traga de volta os 400 anos de escravidão, de um pais que foi um dos últimos a abolir a escravidão, e só o fez por que havia negros no exercito do Paraguai, assim sendo viram na comunidade negra alguma validade para o Brasil. Qual é a festa então ? Qual é a alegria? Qual é o orgulho? Onde esta a consciência?

19 de nov de 2009

"Gênesis", quadrinho de Crumb sobre a Bíblia, lidera mais vendidos do "New York Times"


A adaptação de Robert Crumb(FOTO ) do livro inicial da Bíblia está no primeiro lugar da lista do jornal "The New York Times" de quadrinhos mais vendidos. "Gênesis" tem como personagens Adão, Eva, Caim, Abel, Noé, Abraão, Sara, Jacó e José e utiliza o texto bíblico original e integral. A obra levou quatro anos para ser concluída, período no qual Crumb se dedicou a um estudo profundo nas pesquisas mais atuais a respeito do texto bíblico, à iconografia clássica e em um material fotográfico gigantesco da Terra Santa. Apesar de o autor não se afastar das polêmicas, retratar cenas de nudez, sexo, incesto e violência --trechos que afinal estão presentes no texto original- não se trata de uma obra satírica, mas de um retrato respeitoso e sincero de um dos maiores quadrinistas vivos de um dos livros fundamentais da cultura ocidental.
Em entrevista à Folha em setembro, Crumb declarou ter tido um sonho em que viu Deus, que o inspirou no livro. Diz que hoje, após ter se tornado um especialista no Gênesis, vê Deus como um personagem "duro, severo, patriarcal e tribal". Crumb, autor de "Fritz the Cat" e "Mr. Natural" , é um símbolo da contracultura dos anos 60.
• Conheça outros livros de Robert Crumb em português
No segundo lugar da lista de mais vendidos está o quadrinho de super-heróis "Final Crisis: Legion of Three Worlds", seguido de "The Wonderfull Wizard of Oz" e "Ultimatum" na terceira e quarta posição, livros sem edição brasileira. Em quinto, está o terceiro volume da série "Os Mortos-Vivos", de Robert Kirkman.

18 de nov de 2009

'Ben-Hur' completa 50 anos de estreia


Para Aqueles que como eu, são apreciadores de filmes com temas Bíblicos, eis a maior obra cinematografica do gênero já realizada.
Ben-Hur, de William Wyler, protagonizado por Charlton Heston no papel de um aristocrata judeu que é traído por seu amigo romano, completa nesta quarta-feira (18) meio século de estreia nos Estados Unidos. O filme, máximo expoente de um cinema artesanal já extinto, rendeu um Oscar de melhor ator a Heston e de ator coadjuvante a Hugh Griffith, além de ter recebido o prêmio pelas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor direção artística a cores, melhor fotografia, melhor figurino a cores, melhores efeitos especiais, melhor montagem, melhor trilha sonora e melhor som.
Também foi o primeiro remake - existem dois outros Ben-Hur, ambos mudos: um curta de 15 minutos de duração filmado em 1907 e outra versão de 1925, dirigida por Fred Niblo - a ganhar a estatueta dourada de melhor filme.
Os três trabalhos são baseados no livro homônimo de Lewis Wallace, publicado em 1880. Os 212 minutos do filme foram gravados em sua maioria, durante nove meses, nos estúdios Cinecittà, em Roma, e uma das cenas mais famosas da história do cinema - a corrida de bigas que provoca a derrota de Messala, amigo de infância de Judah Ben-Hur - foi filmada em três meses.
O filme contou com uma equipe de 8 mil figurantes, mais de 300 peças de cenário e 100 mil de figurino, e não fez sentido utilizar efeitos especiais de computador em sua espetacular recriação do livro. Tudo foi criado à base da imaginação.
E essa inspiração salvou da quebra os estúdios da Metro-Goldwyn-Mayer, que arriscaram a investir na produção um valor recorde na época - de US$ 15 milhões -, que terminou por faturar cinco vezes esse total.
A trilha sonora do húngaro Miklos Rozsa e a fotografia de Robert Surtees fizeram o resto, dentro de uma história situada no Império Romano de Tibério, que narra a passagem do amor ao ódio entre Judah Ben-Hur e Messala, amigos de infância.
Poucos acreditavam que Wyler seria o nome mais indicado para levantar e controlar um projeto tão faraônico. Sua carreira confirmava seu talento em obras íntimas e diferentes, nas quais dirigiu com mão professora talentos como Bette Davis, Olivia de Havilland e Montgomery Clift ou Laurence Olivier.
"Me pediram para que me encarregasse do filme. Não era o estilo cinematográfico que vinha fazendo, mas senti curiosidade para ver se era capaz de fazer algo ao estilo de Cecil B. DeMille", disse o cineasta, em alusão a filmes como Os Dez Mandamentos (1956).
"Além disso, pensei que este filme faria muito dinheiro e que eu poderia ficar com algo", acrescentou Wyler, que cobrou US$ 1 milhão para dirigir o filme.
Hoje em dia, parece impossível imaginar outro ator com o rosto de Ben-Hur, mas a MGM ofereceu o papel a Paul Newman, Burt Lancaster e Rock Hudson.
Todos rejeitaram a oferta. Newman porque não conseguia se imaginar em uma túnica, Lancaster porque era ateu e não queria ajudar a promover a Cristandade, e Hudson quase aceitou, até que seu agente chamou sua atenção ao subtexto homossexual na relação entre Ben-Hur e Messala, o que poderia pôr sua carreira em risco.
No final, Ben-Hur se tornou uma obra para a eternidade, que décadas após sua estreia segue atual, como demonstra a espetacular produção teatral homônima que dá a volta ao mundo desde setembro.

6 de nov de 2009

O Inicio do grande engano “ Espiritualista”

( Irmãs Fox, Margaret e Katherine Fox ,(sentadas) Leah Fox em pé)
ALLAN KARDEC , afirmava que a “ crença nos espíritos existe desde que o ser humano surgiu na terra. Mas somente foi na sua época que surgiram novas manifestações perturbadoras, capazes de colocar o mundo em duvida
A família Fox
Em 11 de dezembro de 1847, a família Fox instalou-se em uma casa modesta na povoação de Hydesville, no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, distante cerca de trinta quilômetros da cidade de Rochester.
O nome da família Fox origina-se do sobrenome "Voss", depois "Foss" e finalmente "Fox". Eram de origem alemã, por parte paterna; e francesa, holandesa e inglesa, por parte materna.
O grupo compunha-se do chefe da família, Sr. John D. Fox, da esposa Sra. Margareth Fox e de mais duas filhas: Kate, com 11 e Margareth, com 14 anos de idade. O casal possuía mais filhos e filhas. Entre estas, Leah, mais velha, que morava em Rochester, onde lecionava música. Devido aos seus casamentos, foi sucessivamente conhecida como Sra. Fish, Sra. Brown e Sra. Underhill. Leah escreveria um livro, "The Missing Link" (New York, 1885), no qual faz referência às supostas faculdades paranormais de seus ancestrais.
Inicialmente, apenas Margareth e Kate tomaram parte nos acontecimentos. Posteriormente, Leah juntou-se a elas e teve participação ativa nos episódios subseqüentes ao de Hydesville.
A casa de Hydesville antes dos Fox
Lucretia Pulver era uma jovem que servira como dama de companhia do casal Bell, quando eles tinham habitado a casa em Hydesville até 1846. Ela contou a curiosa história de um mascate que se hospedara com os Bell, referindo que, na noite que esse vendedor passaria com aquele casal, ela foi mandada dormir na casa dos pais. Três dias depois, tornaram a procurá-la, dizendo-lhe que o mascate fora embora. Ela nunca mais viu esse homem.
Depois disso, passado algum tempo, aproximadamente em 1844, começaram a registrarem-se fenômenos estranhos naquela casa. A mãe de Lucretia, Sra. Ann Pulver, que mantinha relações com a família Bell, relata que, naquele ano, certa vez quando visitara a Sra. Bell, indo fazer tricô em sua companhia, ouvira desta uma queixa. A Sra. Bell dissera-lhe que se sentia muito mal e quase não havia dormido à noite. Quando indagada sobre a causa, a Sra. Bell havia declarado que se tratava de rumores inexplicáveis; parecera-lhe ter ouvido alguém a andar de um quarto para outro; tinha acordado o marido e o feito levantar-se e trancar as janelas. A princípio, tentou afirmar à Sra. Pulver que possivelmente se tratasse de ratos. Posteriormente, confessara não saber qual a razão de tais rumores, para ela inexplicáveis.
A jovem Lucretia também testemunhou os fenômenos insólitos observados naquela casa, e os Bell terminaram por mudar-se dali.
Em 1846, instalou-se na casa a família Weekman, composta pelo Sr. Michael Weekman, a Sra. Hannah Weekman e suas filhas. Alguns dias após a mudança, passaram a ser perturbados por ruídos insólitos: batidas na porta da entrada, sem que ninguém visível o estivesse fazendo e passos de alguém andando na adega ou dentro de casa.
A família Weekman também não permaneceu muito tempo naquela casa, vindo a deixá-la em fins de 1847.
Assim, a 11 de dezembro de 1847, a referida casa passou a ser ocupada pela família Fox.
A noite das primeiras transcomunicações
Inicialmente os Fox não sofreram nenhum incômodo em sua nova residência. Entretanto, algum tempo depois, mais precisamente nos dois primeiros meses de 1848, os mesmos ruídos insólitos que perturbaram os antigos inquilinos voltaram a manifestar-se. Eram batidas leves, sons semelhantes a arranhões nas paredes, assoalhos e móveis, os quais poderiam perfeitamente ser confundidos com rumores naturais produzidos por vento, estalos do madeiramento, ratos, etc. Por isso, tão somente, a família Fox não deveria ter-se sentido molestada ou alarmada. Entretanto, tais ruídos cresceram de intensidade, a partir de meados de março de 1848. Batidas mais nítidas e sons de arrastar de móveis começaram a se fazer ouvir, pondo as meninas em sobressalto, ao ponto de se negarem a dormir sozinhas no seu quarto e passarem a querer dormir no quarto dos pais. A princípio, os habitantes da casa, ainda incrédulos quanto à possível origem sobrenatural dos ruídos, levantavam-se e procuravam localizar causas naturais para os mesmos.
Na noite de 31 de março de 1848, desencadeou-se uma série de sons muito fortes e continuados. A partir disto ocorreu o que é considerado como um marco na história da fenomenologia paranormal. A menina de sete anos de idade - Kate Fox - desafiou a "força invisível" a repetir, com os golpes, as palmas que ela batia com as mãos. Segundo os relatos, a resposta teria sido imediata: a cada estalo, um golpe era ouvido logo a seguir. O que os fizeram concluir que a causa dos sons seria uma inteligência incorpórea. A seguir transcreve-se alguns trechos do depoimento da Sra. Margareth Fox:
"Na noite de sexta-feira, 31 de março de 1848, resolvemos ir para a cama um pouco mais cedo e não nos deixamos perturbar pelos barulhos; íamos ter uma noite de repouso. Meu marido, que aqui estava em todas as ocasiões, ouviu os ruídos e ajudou a pesquisar. Naquela noite fomos cedo para a cama - apenas escurecera. Achava-me tão alquebrada e com falta de repouso que quase me sentia doente. Meu marido não tinha ido para a cama quando ouvimos o primeiro ruído naquela noite. Eu apenas me havia deitado. A coisa começou como de costume. Eu a distinguia de qualquer outro ruído jamais ouvido. As meninas, que dormiam em outra cama no quarto, ouviram as batidas e procuraram fazer ruídos semelhantes, estalando os dedos. Minha filha menor, Kate, disse, batendo palmas: 'Senhor Pé Rachado, faça o que eu faço.' Imediatamente seguiu-se o som, com o mesmo número de palmadas. Quando ela parou, o som logo parou. Então Margareth disse, brincando: 'Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três, quatro' e bateu palmas. Então os ruídos se produziram como antes. Ela teve medo de repetir o ensaio. Então Kate disse, na simplicidade infantil: 'Oh! Mamãe! Eu já sei o que é: amanhã é 1 de abril e alguém quer nos pregar uma mentira.'
"Então pensei em fazer um teste que ninguém seria capaz de responder. Pedi que fossem indicadas as idades de meus filhos, sucessivamente. Instantaneamente foi dada a exata idade de cada um, fazendo pausa de um para outro, a fim de separar, até o sétimo, depois do que se fez uma pausa maior e três batidas mais fortes foram dadas, correspondendo à idade do menor, que havia morrido.
"Então perguntei: É um ser humano que me responde tão corretamente? Não houve resposta. Perguntei: É um espírito? Se for, dê duas batidas. Duas batidas foram ouvidas assim que fiz o pedido. Então eu disse: Se for um espírito, produzindo um tremor na casa. Perguntei: Foi assassinado nesta casa? A resposta foi como a precedente. A pessoa que o assassinou ainda vive? Resposta idêntica, por duas batidas. Pelo mesmo processo verifiquei que fora um homem, que o assassinaram nesta casa e os seus despojos enterrados na adega; que a família era constituída de esposa e cinco filhos, dois rapazes e três meninas, todos vivos ao tempo de sua morte, mas que depois a esposa morrera. Então perguntei: Continuará a bater se chamarmos os vizinhos para que também escutem? A resposta afirmativa foi alta."
"Desse modo, foram chamados vários vizinhos, os quais, por sua vez, convocaram outros, de maneira que, mais tarde e nos dias subseqüentes, o número de curiosos era enorme. Naquela noite compareceram o Sr. Redfield, o Sr. e a Sra. Duesler e os casais Hyde e Jewell."
"Mr. Duesler fez muitas perguntas e obteve as respostas. Em seguida indiquei vários vizinhos nos quais pude pensar, e perguntei se havia sido morto por algum deles, mas não obtive resposta. Após isso, Mr. Duesler fez perguntas e obteve as respostas. Perguntou: Foi assassinado? Resposta afirmativa. Seu assassino pode ser levado ao tribunal? Nenhuma resposta. Pode ser punido pela lei? Nenhuma resposta. A seguir disse: Se seu assassino não pode ser punido pela lei, dê sinais. As batidas foram ouvidas claramente. Pelo mesmo processo Mr. Duesler verificou que ele tinha sido assassinado no quarto do leste, há cinco anos passados, e que o assassínio fora cometido à meia noite de um terça-feira, por Mr......; que fora morto com um golpe de faca de açougueiro na garganta; que o corpo havia sido enterrado; tinha passado pela despensa, descido a escada e [sido] enterrado a dez pés abaixo do solo. Também foi constatado que o móvel fora dinheiro."
"Qual a quantia: cem dólares? Nenhuma resposta. Duzentos? Trezentos? etc. Quando mencionou quinhentos dólares as batidas confirmaram."
"Foram chamados muitos dos vizinhos que estavam pescando no ribeirão. Estes ouviram as mesma perguntas e respostas. Alguns permaneceram em casa naquela noite. Eu e as meninas saímos. Meu marido ficou toda a noite com Mr. Redfield. No sábado seguinte a casa ficou superlotada. Durante o dia não se ouviram os sons, mas ao anoitecer recomeçaram. Diziam que mais de trezentas pessoas achavam-se presentes. No domingo os ruídos foram ouvidos o dia inteiro por todos quantos se achavam em casa."
As escavações na Adega
Através de combinação alfabética com as pancadas produzidas, as irmãs Fox teriam obtido a identidade daquele que supostamente produzia os sons. Tratava-se de um mascate de nome Charles B. Rosma, o qual tinha trinta e um anos quando, há quatro anos passados, teria sido assassinado naquela casa e enterrado na adega. O assassino fora um antigo inquilino. O que, pela data, os fizeram deduzir que o crime poderia ter sido cometido pelo Sr. Bell. Os mais interessados em esclarecer o caso resolveram escavar a adega, visando encontrar os despojos do suposto assassinado.
As escavações, porém, não levaram a resultados definitivos, pois deram n'água, sem que se tivessem encontrado quaisquer indícios. Por essa razão foram suspensas.
No Verão de 1848, o próprio Sr. David Fox, auxiliado por alguns interessados, retomou o empreendimento. A uma profundidade de um metro e meio, encontraram uma tábua. Aprofundada a cova, encontraram restos de carvão, cal, cabelos e alguns fragmentos de ossos que foram reconhecidos por um médico como pertencentes a um esqueleto humano; mais nada.
As provas do crime eram precárias e insuficientes, razão talvez pela qual o Sr. Bell não foi denunciado.
A descoberta do esqueleto
Na edição de 23 de novembro de 1904, do Boston Journal, foi notificada a descoberta do esqueleto de um homem cujo espírito se supunha ter ocasionado os fenômenos na casa da família Fox em 1848. Alguns meninos de uma escola achavam-se brincado na adega da casa onde residiram os Fox, casa que tinha a fama de ser mal-assombrada. Em meio aos escombros de uma parede - talvez falsa - que existira na adega, os garotos encontraram as peças de um esqueleto humano.
Junto ao esqueleto foi achada um lata de um produto costumeiro usado por mascates. Esta lata encontra-se agora em Lily Dale, na sede central regional dos Espiritualistas Americanos, para onde foi transportada da velha casa de Hydesville.
Desde então o mundo se vê assolado de amnifestações como essas, que remontam a seguintes perguntas : Pode o homem ser eterno por si próprio ? Se isso é real, por que o mundo Cristão acredita na vinda de um SALVADOR, que dará a todos a VIDA ETERNA ? O Sacrificio na cruz do Calvário faz sentido para quem acredita na vida pós a morte ?

Autor de ataque em base militar americana está vivo e hospitalizado


Washington, 5 nov (EFE).- O autor do ataque de hoje na base Fort Hood do Exército dos Estados Unidos no Texas, onde morreram 12 pessoas e 31 ficaram feridas, está vivo e hospitalizado, segundo informações oficiais.
O autor do incidente, considerado o mais grave ocorrido em uma base militar nos EUA, foi identificado como o comandante Nidal Malik Hassan, um psiquiatra militar de 39 anos que aparentemente estava descontente pela notícia de que seria enviado à frente de batalha.
"O autor do ataque não morreu. Está hospitalizado", disse em entrevista coletiva o general Bob Cone, comandante da unidade militar, que afirmou que, nestes momentos, se está investigando o incidente.
Os primeiros relatórios informavam que Malik Hassan tinha morrido, mas Cone indicou em duas ocasiões durante a entrevista coletiva que este permanece com vida e que sua condição se mantém estável.
O militar não explicou as razões pelas quais se disse no princípio que o autor do ataque teria morrido e se limitou a assinalar que se deveu a certa confusão no hospital onde se atendiam os feridos. EFE
Infelizmente um descendente de mulçumanos,para reafirmar as teorias raciais e preconceituosas dos norte americanos contra o mundo arábe

3 de nov de 2009

O garoto Buda


Milhares de peregrinos aglomeram-se na densa floresta do sul do Nepal para adorar um jovem de 15 anos que vem sendo considerado "o novo Buda". Há seis meses, Ram Bonjom está jejuando, sentado em posição de lótus, meditando debaixo de uma árvore.
Testemunhas dizem que vêem uma luminosidade irradiando-se da fronte do adolescente. Sobre o este fenômeno, Tek Bahadur Lama, membro do comitê responsável pela organização das peregrinações comenta:
"Parece um tanto com o brilho de uma tocha escondida que escapa pelas frestas dos dedos da mão."
O fluxo de visitantes cresce rapidamente: Bonjom tornou-se uma celebridade no mundo espiritual da Índia e do Nepal. O chefe do governo local, distrito de Bara, solicitou ajuda à capital, Kathmandu, preocupado com a assistência às multidões que se dirigem ao local. Além disso, pediu uma equipe de cientistas para examinar o caso. Os médicos que visitaram o menino não chegaram a uma conclusão definitiva, mesmo porque, não podem se aproximar de Bonjom mais que cinco jardas (cerca de 4,5 metros)entretanto todos confirmam que o rapaz está vivo.
O episódio tornou-se popular porque remete à vida do Buda Sakyamuni, o Buda histórico que nasceu a 257 quilômetros de Bara em uma época situada no ano 560 antes de Cristo. Buda atingiu Iluminação depois de passar 49 dias sob uma figueira. O jovem místico já ultrapassou, em muito, o tempo de meditação do Buda original com seus seis meses de devoção.
A mãe dele, chamada Maya Devi, como a mãe de Buda adimite que tem sofrido de ansiedade principalmente por causa do jejum prolongado do filho. Conformada, ela diz: "Deus o levou à floresta e eu tenho fé de que Ele o alimentará. Ram emagreceu muito. Pela manhã, muito cedo, antes do sol aparecer, ele parece muito abatido, é como se não houvesse sangue nele mas ao nascer do sol ele começa emanar uma luz intensa".
O fervor dos devotos cresceu na segunda semana de novembro quando correu o rumor de que uma cobra havia mordido o jovem. Uma tenda foi montada em torno dele. Depois de cinco dias a tenda foi retirada e Ram Bonjom falou: "Digam às pessoas que não me chamem Buda. Eu não tenho a energia de Buda. Eu estou no nível 'rinpoche' (o que significa uma divindade inferior). A cobra me mordeu mas não preciso de remédios. Preciso de seis anos de profunda meditação."
Apesar de seus protestos, o "Buddha boy" já é famoso. Fotógrafos estão cobrando cinco rúpias por uma imagem do santuário onde o rapaz está instalado. Uma rede de comércio está se desenvolvendo no meio da selva. Atendendo às demandas dos peregrinos, ambulantes comercializam cigarros, incensos, amuletos e consertos em bicicletas. Algumas pessoas pagam duas mil e quinhentas rúpias, cerca de vinte libras, por um chá. Uma cerca foi construída em volta da árvore a fim de proteger Bonjom contra os avanços dos visitantes. Dizem as "más línguas" que os lamas (monges) já estão construindo mansões financiadas pelo dinheiro arrecadado com os peregrinos.