21 de fev de 2009

Tribos de Israel - Simeão

Simeão (em Hebraico שִׁמְעוֹן Shim'on, nascido em c. 1772 a.C. [1]), era o segundo filho de Jacó e Léia (Gen.29;33), sua significação e citada em (Gen.29;33). Simeão tomou parte, juntamente com Levi, do massacre dos homens de Síquem, depois da desonra sofrida por sua irmã, Diná (Gen.34)

20 de fev de 2009

Tribos de Israel - José


José (יוֹסֵף em Hebraico, que significa "Yahweh acrescenta"; ou Yôsēp̄ em Hebraico tiberiano, e mais tarde designado como Zaphnath-paaneah ou Tzáfnat panéach (צפנת פענח) ou Ẓáfənat paʿnéaḥ em hebraico padrão ou, ainda, , Ṣāp̄ənaṯ paʿănēªḥ em Hebraico tiberiano, cuja origem é egípcia, significando "Descobridor das coisas ocultas"), foi o décimo primeiro filho de Jacó, nascido de Raquel, citado no livro do Génesis, no Antigo Testamento, sendo considerado o fundador da Tribo de José, constituída, por sua vez, da Tribo de Efraim e da Tribo de Manassés (seus filhos). Quando tornou-se faraó, foi-se concebida a mão de Azenate, servante do faraó anterior.
Filho preferido de Jacó, apesar de não ser o seu primogênito (mas o primeiro filho de Raquel, a mulher que mais amava), José nunca escondeu a sua posição de superioridade em relação aos outros irmãos, que se ia manifestando através de sonhos em que a sua figura tomava sempre um lugar de destaque e liderança. O favoritismo, de que era alvo por parte do pai, valeu-lhe a malquerença dos irmãos, que o venderam como escravo a mercadores ismaelitas, por 20 moedas (sheqel) de prata.
Tendo sido, depois, comprado por Potifar (oficial e capitão da guarda do rei do Egipto), de quem se tornou o mais fiel e diligente dos criados, foi preso após acusação injusta da mulher do seu amo, depois de uma tentativa frustada de sedução por parte desta. Na prisão, tornou-se conhecido como intérprete de significado dos sonhos, pelo que é chamado pelo Faraó que, depois de verificar a sua real capacidade, o nomeia governador do Egipto (cerca de 1800 a.C.).
A história termina com o reencontro com os seus irmãos, arrependidos, e com a chegada destes, com seu pai, ao Egipto. É assim que o povo israelita se instala no Egipto, antes de ser escravizado e, mais tarde, libertado sob a liderança de Moisés.
A figura de José inspirou vários autores e artistas ao longo da história, devido à riqueza narrativa do relato que é, sem dúvida, uma das mais populares gestas bíblicas. Thomas Mann recontou a história em José e seus irmãos e Andrew Lloyd Webber, com "José e o deslumbrante manto de mil cores", passou a história para um musical de sucesso. Depois de arrependidos José ajudou seus 11 irmãos Zebulom, Issacar, Rúben, Naftali, Benjamin, , Simeão, Levi, Judá, Gade e Aser.

19 de fev de 2009

Tribos de Israel - Rúbem


Rubem ((hebreu: רְאוּבֵן, hebreu moderno Rəʾuven hebraico tiberiano Rəʾûḇēn) era o primogênito dos 12 filhos de Jacó, neto de Isaac. Sua mãe era a esposa menos favorecida de Jacó, Léia, que chamou o menino de Rubem porque, segundo ela mesma disse, “Jeová tem olhado para a minha miséria, sendo que agora meu esposo começará a amar-me”. (Gên 29:30-32; 35:23; 46:8; Êx 1:1, 2; 1Cr 2:1).
Em resultado do contínuo favor que Jeová mostrou a sua mãe, Rubem e seus cinco irmãos germanos (Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulão) constituíram metade dos cabeças tribais originais de Israel; os outros seis (José, Benjamim, Dã, Naftali, Gade e Aser) eram meios-irmãos de Rubem. — Gên 35:23-26.
Algumas das boas qualidades de Rubem revelaram-se quando persuadiu seus nove irmãos a lançar José num poço seco, em vez de matá-lo, sendo o objetivo de Rubem retornar em secreto e tirá-lo do poço. (Gên 37:18-30) Mais de 20 anos depois, quando estes mesmos irmãos arrazoaram que as acusações de espionagem levantadas contra eles, no Egito, se deviam a terem maltratado José, Rubem lembrou aos demais que ele não tinha participado no complô contra a vida de José. (Gên 42:9-14, 21, 22) Também, quando Jacó se recusou a permitir que Benjamim acompanhasse seus irmãos na segunda viagem ao Egito, foi Rubem quem ofereceu os seus próprios dois filhos como garantia, dizendo: “Podem ser mortos por ti se [eu] não to trouxer [isto é, Benjamim] de volta.” — Gên 42:37.

[editar] Perda da primogenitura
Como primogênito de Jacó, Rubem gozava naturalmente dos direitos do filho primogênito da família. Como tal, tinha direito de receber duas parcelas dos bens deixados por Jacó, seu pai. A questão, pouco antes da morte de Jacó, quando ele abençoou seus filhos, era: entraria Rubem no gozo desses direitos de primogênito?
Também, o patriarca Jacó, como cabeça da família, havia atuado como sacerdote de Jeová para toda a família e oferecido sacrifícios no altar familiar, bem como tinha liderado em orar e dar instrução religiosa. Como pai, agira também como o governador de toda a família e de todos os seus servos, gado e propriedades. Seriam essas responsabilidades repassadas a Rubem? As respostas encontramos em Gên 49:3-4
“Rubem, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama.”
Rubem deveria ter recebido a bênção mais importante porque ele era o primogênito. Porém ele contaminou o leito de seu pai quando ele “dormiu com Bila, concubina de seu pai” (Gên 35:22). Por isso, ele perdeu os direitos de primogênito e sua descendência tornou-se um povo pastor de ovelhas, habitando a leste do Rio Jordão (Nm 32:1-33).

18 de fev de 2009

Tribos de Israel - Levi


Levi (hebreu: לֵוִי "devoto, unido"), de acordo com a Bíblia, é o nome de um dos 12 filhos de Jacó e uma das 12 Tribos de Israel. Levi também é o nome pelo qual o Apóstolo Mateus era conhecido antes de seu encontro com Jesus, assim como o nome de um dos ancestrais da linhagem de Jesus e outros personagens menores listados em diversas linhagens.

[editar] Levi, filho de Jacó
Levi era o terceiro Filho da união de Jacó e LIA, irmão de Rúben, Simeão e Judá. Quanto à sua vida, sabe-se apenas que nasceu na mesopotâmia e que participou da conspiração de seus irmãos contra José, esteve presente em sua reconciliação. Levi veio a viver junto com seus irmãos na margem leste do delta do Rio Nilo. Seu pai, antes de morrer, abençoou Levi juntamente com Simeão, prometendo que sua casa seria espalhada pela Terra Prometida, condenando seu furor e sua ira.
Levi teve 3 filhos, dos quais nasceram as famílias da tribo de Levi: Gérson, Coate e Merari. Da linhagem de Coate nasceram Moisés e Arão.
Os descendentes de Levi formam a Tribo de Levi.

17 de fev de 2009

Tribos de Israel - Naftali


Naftali (em hebreu: נַפְתָּלִי)
Quinto filho de Jacó, sua mãe foi a criada de Raquel e se chamava Bila. A descrição de Naftali é como uma gazela solta, e poderia destacálo como homem de corrida ligeira. O targum do pseudo-Jônatas lhe confere uma vida de 132 anos.
NAFTALI ( Heb. "minha luta"). Segundo filho de Jacó e Bila, serva de Raquel. De acordo com a narrativa bíblica ( Gn 30.8), ele recebeu este nome porque Raquel viu em seu nascimento um sinal de que Deus lhe dera uma vantagem em sua luta com a rival, sua irmã Lia.

16 de fev de 2009

Tribos de Israel - Dã


Na Bíblia, Dã (hebraico דָּן, "Juiz") é filho de Jacó (de quem era o quinto) e de Bila, sua concubina (Gênesis 30:4). É o patriarca da tribo de Dã, uma das doze tribos de Israel. Abaixo temos o trecho da bíblia onde Jacó abençoa Dã antes da morte:
16 Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.
17 Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás.
18 A tua salvação espero, ó Senhor!
Gen 49
DÃ ( heb. "juiz" ou "jugamento"). O mais velho dos dois filhos que Jacó teve com Bila, serva de Raquel (Gn 30.5,6). De acordo com o relato sobre seu nascimento, Raquel comemorou o evento declarando: "Julgou-me Deus" ( Heb. danannî); "por isso lhe chamou Dã". O nome expressou assim uma situação particular na vida de Raquel e mais tarde também serviu de testemunho do favor de Deus quanto a sua esterilidade.
Dã não é mais citado individualmente, mas a tribo que recebeu o seu nome é mencionada com freqüencia, a maioriadas vezes de forma negativa.

15 de fev de 2009

Tribos de Israel - Gade


Gad em Hebraico גד "sorte" De acordo com o Livro de Gênesis, Gade era o sétimo filho de Jacó e o primeiro filho de Jacó com Zilpa, e o fundador da Israelita Tribo de Gade. O texto do Torah discute que o nome de Gade “Sorte” / “Fortuna”, em hebreu, que deriva de uma raiz que significa; dividiu fora; a literatura de rabinical clássica discute que o nome era uma referência profética ao maná; isso recorre originalmente a uma deidade adorada pela tribo.
De acordo com o velho testamento, a mãe de Gade era só uma criada, em lugar de uma esposa de Jacó, como insinuado pela Pedra de Moabe no qual diferencia entre os Israelitas e a tribo de Gade, e os livros de Samuel e de Reis que retratam o Gade como um inimigo de Israel. Gade parece ter sido originalmente uma tribo nômade em direção ao norte de Canaan. Na forma original a grafia é Gad já que esta forma aportuguesada foi dada quando da edição da Bíblia na versão João Ferreira de almeida, se consultarmos bíblias como a versão Bíblia de Jerusalém poderemos ver este,e outros nomes, em uma grafia mais aproximada de sua pronúncia original.

14 de fev de 2009

Tribos de Israel - Aser


Aser, segundo a Bíblia, é o nome de um dos 12 filhos de Jacó, resultado de sua união com Léia. Aser também é o ancestral de uma das 12 Tribos de Israel, de mesmo nome.
O personagem de Aser não possui grande destaque no livro de Gênesis, exceto por ter tomado parte na conspiração junto a seus irmãos que levou José a ser vendido como escravo para uma caravana em direção ao Egito, e também ter estado junto com seus irmãos no momento da reconciliação. Em I Crônicas 7:30-40 é traçada a descendência de Aser e seus filhos Imna, Isvá, Isvi, Berias e Sera.
Aser, junto com seus irmãos, tomou residência na parte leste do Delta do Rio Nilo, onde sua descendência multiplicou-se e originou a tribo de Aser. Segundo os livros do Pentateuco, Aser seguiu Moisés para a Terra Prometida, embora alguns estudiosos afirmem que Aser já era uma tribo localizada provavelmente na costa sul da Palestina antes do Êxodo, a região que, segundo o livro de Josué, ela teria conquistado quando da tomada de Canaã.
A região original de Aser coincidia com a terra da Filístia. Antes da ascensão do rei Davi, a terra de Aser já pertencia aos filisteus, de modo que a tribo pode ter continuado a existir apenas como indivíduos ou famílias vivendo em territórios de outras tribos, não mais como uma entidade individual e identificável entre as outras tribos de Israel. Os aseritas teriam se unido a Jeroboão quando este reivindicou para si o trono de Israel, e Aser teria feito parte das 10 tribos do norte que permaneceram independentes do governo de Jerusalém. A tribo desapareceu definitivamente dos registros quando Samaria foi tomada pela Assíria.

13 de fev de 2009

Tribos de Israel - Benjamin


Benjamim foi, segundo narra a Bíblia, o filho mais novo de Jaco ou Israel com sua mulher Raquel, que morre no seu parto.
Benjamim foi o único irmão por parte de mãe de José, que se tornaria mais tarde governador do Egito. Foi da descendência de Benjamim que surgiu o primeiro rei de Israel, Saul.

5 de fev de 2009

As Tribos de Israel- Issacar

Na época da migração para o Egito, enquanto José ainda estava regendo o Egito, são relacionados quatro filhos de Issacar; estes filhos fundaram as quatro principais famílias da tribo (Gn 46:13; Nm 26:23-25; 1 Cr 7:1). o número de homens de guerra, quando o censo foi levantado no Sinai, era de 54.400, e pela ordem era a quinto tribo (Nm 1:28-29); no segundo censo o número tinha aumentado para 64.300 o que a colocou em terceiro (Nm 26:25). No tempo de Davi foram contados 87.000 (1 Cr 7:5).

Posição.

Issacar estava no lado oriental do Tabernáculo, com os seus irmãos Judá e Zebulom (Nm 2:3-8)

Estandarte.

O lugar de Issacar no acampamento era com o estandarte da tribo de Judá (junto com Zebulom) os rabinos de . Os rabinos dizem que este estandarte era de 3 cores, sárdio, topázio e carbúnculo no qual foi inscrito os nomes das 3 tribos e traz a figura do filhote de um leão (Tg, pseudo. Jon. em Nm 2:3).

Viajando.

"Todos os que foram contados do exército de Judá (Issacar e Zebulom), cento e oitenta e seis mil e quatrocentos, segundo os seus esquadrões, estes marcharão primeiro." (Num 2:16).

Representantes.

Neste momento o capitão da tribo era Natanael o filho de Zuar (Nm 1:8). Ele teve como sucessor Jigeal o filho de José que foi como um dos espias (Nm 13:7)

Notas interessantes.
Apesar de sua reputação por buscar conforto, a tribo lutou corajosamente contra Sísera (Jz. 5:15). Moisés profetizou uma vida quieta e feliz para Issacar (Dt. 33:18). Paltiel (Nm 34:26), o juiz Tola (Jz. 10:1), Rei Baasa (I Rs 15:27), e Onri (1 Cr. 27:18) eram todos desta tribo. Conforme Jacó abençoou, a tribo de Issacar mostrou uma perspicácia incomum em situações políticas. A tribo trocou a submissão a Saul por Davi (1 Cr 12:32). embora a tribo era integrante do Reino Do norte, seus integrantes participaram da Páscoa celebrada por Ezequias em Judá (2 Cr. 30:18).

A Divisão de Terra.

O território dividido a esta tribo foi conforntado ao norte por Zebulom e Naftali, no sul e ao ocidente por Manassés, e no leste pelo Rio Jordão (Js 19:17-23). A maioria do Vale fértil de Jezreel, ou Esdraelom, estava dentro do território de Issacar. Suas planícies férteis, planas eram bem apropriado para a criação de gado.

O Homem Issacar

Heb. Yis'akar; " ele dará uma recompensa ". O nono filho de Jacó e o quinto de Lia: Gen 30:17-18 "E ouviu Deus a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho. Então disse Lia: Deus me tem dado o meu galardão, pois tenho dado minha serva ao meu marido. E chamou-lhe Issacar." Ele nasceu em Padã-Arã, e nada é registrado da vida dele.
Símbolo da tribo de Issacar

4 de fev de 2009

As Tribos de Israel - Judá

Segundo teólogos e alguns historiadores, por volta do século XV a.C. ocorreu o Êxodo dos hebreus do Egipto para a terra de Canaã. A narração do livro do Êxodo descreve esta época, e posiciona a tribo de Judá como a mais numerosa de todas as tribos de Israel (desconsiderando-se a tribo de José, tradicionalmente dividida entre as meia-tribos de Efraim e Manassés).
Em Números 1:24-25 contam-se 74600 integrantes desta tribo, refletindo a sua importância no contexto da congregação israelita no seu princípio. Entretanto, este número pode ter sido mascarado pelo fato do relato bíblico acerca do Êxodo ter sido compilado muito tempo depois, talvez já no período final dos Juízes ou na monarquia unificada, quando Judá já era uma entidade de certa forma destacada do restante das tribos de Israel. De toda forma, apesar da discussão sobre se todas as tribos emigraram do Egito ou se eram populações autóctones da Palestina que, em dado momento, invadiram e povoaram a Palestina, é opinião da maioria que Judá, juntamente com Levi, Efraim, Manassés, Benjamim e Simeão, teriam sido as tribos que vieram do Egito.
A conquista de Canaã foi, aparentemente, constituída de invasões independentes de cada uma das tribos a territórios pré-estabelecidos. A Judá coube uma região ao sul, entre o deserto de Negueve e o Sefelá, o maior dos territórios partilhados. Cidades importantes, como Belém, Hebrom, Arade, Bete-Semes, Laquis e Berseba foram incluídas nos seus domínios. A tribo de Simeão, inicialmente posicionada ao sul de Judá, pode ter sido eventualmente absorvida por esta, visto que sua localização e ( O Leão ó símbolo desta tribo, Foto)sua própria identidade) se torna gradativamente mais incerta ao longo do Velho Testamento, mas há hipóteses de que Simeão tenha sido também absorvida por povos vizinhos, especialmente Moabe.A partir do livro de Rute, os cronistas bíblicos procuram traçar uma genealogia baseada na cidade de Belém, desde Judá até o rei Davi, fazendo com que as palavras de Jacó sobre Judá se tornassem concretas, e sua dinastia se afirmasse como aquela designada por Deus para governar Israel. Profetas posteriores, especialmente durante a primeira diáspora, prediziam que um rei da linhagem de Davi viria para salvar Judá das mãos de seus inimigos. Mais tarde, no Novo Testamento, os cronistas empenham-se em atribuir a Jesus descendência direta da Casa de Davi, mais uma vez corroborando com a bênção de Jacó, uma vez que Jesus, para toda a cristandade, é rei sobre todos os homens.
No entanto, politicamente, Israel já não se identificava com as demais tribos no período relatado nos livros de Samuel. O profeta Samuel, por volta de 1050 a.C., teria ungido Saul, da tribo de Benjamim, como rei de todo Israel. Surpreendentemente, a soberania de Saul se afirmou em todas as tribos de maneira geral, e ele pôde assim empreender guerras contra os Filisteus a oeste. Mas logo alguns eventos associados ao pecado e à ira de Deus fizeram com que Saul perdesse gradativamente o controle sobre esta guerra, e Davi, de Judá, ungido também por Samuel, tomou o poder.
A separação de Judá e Israel ocorre na própria coroação de David, em Hebrom, como rei de Judá, enquanto Isbosete, filho de Saul, era aclamado rei do restante de Israel. Após um período de guerra civil, Davi venceu os partidários da Casa de Saul e foi aclamado como rei por todas as tribos.
O reinado de Judá sobre as outras tribos durou até o final do reinado de Salomão, filho de Davi, em 931 a.C. Neste período, as diferenças políticas entre Judá e Israel acentuaram-se graças às diferenças no montante de tributos destinados a Judá e Israel. Em um período de grandes obras, como as guerras expansionistas de Davi e a construção do Templo de Jerusalém, a carga de impostos deve ter provocado um profundo descontentamento em Israel. A morte de Salomão significou uma oportunidade para uma revolta contra o governo de Jerusalém, liderada por Jeroboão, que proclamou a independência das 10 tribos do norte (Judá e Benjamim permaneceram unidas. Simeão não era mais particularmente mencionada como uma região geográfica, e é possível que fizesse parte das 10 tribos apenas como membros desta tribo dispersos pelas terras do norte). O território correspondente a Judá e Benjamim, ao sul, permaneceu como um reino à parte, liderado por Roboão, filho de Salomão e seus descendentes. Nascia o Reino de Judá.
Simbolo da Tribo de Judá

3 de fev de 2009

As Tribos de Israel - Zebulom

O significado do nome Zebulom é incerto. Parecer ser um jogo com "זֵ֣בֶד zḗḇeḏ" nas palavras de Lia no Gênesis 30:20, "'Deus me concedeu (זְבָדַ֨נִי zəḇāḏáni) excelente dote (זֵ֣בֶד zḗḇeḏ); desta vez permanecerá comigo meu marido (יִזְבְּלֵ֣נִי yizbəlḗni), porque lhe dei seis filhos;' e lhe chamou Zebulom".
O nome aparece na forma זְבֻלוּן dezoito vezes, זְבוּלֻן vinte e seis vezes e זְבוּלוּן uma vez. (Septuaginta) Na literatura pós bíblica o nome aparece como Zabulom (Josephus, Antiquities II.7.4) e Zaboules. (Vulgata) Zabulom, a leitura do Novo Testamento, é aquela da Septuaginta, originada da forma grega Ζαβουλών.
Nada é conhecido, em particular, a respeito de Zebulom, exceto que Serede, Elom e Jaleel foram seus filhos e chefes de três famílias tribais (Gênesis 46:14).




Símbolo da tribo de Zebulom


A Tribo de Zebulom desempenhou um importante papel na história antiga de Israel. No censo das tribos no Deserto do Sinai durante o segundo ano do Êxodo, a tribo de Zebulom contava com 57.400 homens capazes de pegar em armas (Números 1:31). Este exército, sob o comando de Eliabe, filho de Helom, acamparam com os de Judá e de Issacar a leste do Tabernáculo e com eles formaram a linha de frente da marcha (Números 2:3-9). Dentre os espiões enviados por Moisés para avistarem a terra de Canaã, Gadiel, filho de Sodi representou Zebulom (Números 13:10).
Em Shittim, nas terras dos moabitas, depois que 24.000 homens foram mortos por seus crimes, um segundo censo foi realizado; Zabulom contava com 60.500 homens prontos para a luta (Números 26:27). Elizafã, filho de Parna foi escolhido para representar Zebulom na divisão da Terra Prometida (Números 34:25).
A tribo parece ter conquistado facilmente a sua porção. Durante o governo de Josué ela não recebe nenhuma menção especial. Enquanto que no governo dos juízes, as suas façanhas foram dígnas de nota. No Cântico de Débora, a tribo foi especialmente citada como tendo "oferecido suas vidas para morrer na região de Merom", (Juízes 5:18); e louvados porque de "Zebulom vieram os comandantes do exército para a luta" (Juízes 5:14).
Na campanha de Baraque contra Sísera, o comandante das forças de Jabim, Rei de Canaã, participam também os filhos de Zebulom (Juízes 4:10). Eles são convocados por Gideão e se juntam no combate aos midianitas (Juízes 6:35); e deu a Israel Elom, que a julgou por dez anos (Juízes 12:11). Dentre aqueles que seguiram David até Hebrom para fazê-lo rei, estavam 50.000 homens de Zebulom providos com todas as armas de guerra com ânimo resoluto (I Crônicas 12:33), que trouxeram com eles, como sinal de sua fidelidade, grande quantidade de provisões de carnes e bebidas para comemorarem a ascensão de seu novo governante (I Crônicas 12:41). Quando Ezequias fez a reparação pelas abominações de seu pai Acaz, ele convidou toda Israel para celebrarem o Pessach na casa do Senhor. Porém, os emissários receberam risos e zombarias por onde passaram; alguns de Zebulom se humilharam e foram a Jerusalém, destruíram os ídolos, e celebraram a festa dos pães ázimos (II Crônicas 30:10-23

As divisões da terra



Nas divisões da terra de Israel entre as sete tribos, a de Zabulom foi a terceira a receber sua parte. O território da tribo começava em Saride (Josué 19:10), que supostamente deva ter sido Tel Shadud,[1] cerca de cinco milhas a sudoeste de Nazaré. As fronteiras de Zabulom não podem ser atualmente estabelecidas. Dos dezenove nomes próprios que constam do Livro de Josué, apenas Belém (Beit lahm, sete milhas a noroeste de Nazaré) pode ser identificado com precisão. O historiador Josephus atribui a Zebulom a terra próxima ao Monte Carmelo e o mar Mediterrâneo, até o Lago de Genesaré.[2] A noroeste está a Tribo de Aser, a sudeste a Tribo de Issacar. Incluindo parte do Vale de Jezreel.
A referência em Deuteronômio 33.19, "chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia" tem sido interpretada no sentido de entregar-se mais tarde a respectiva tribo ao comércio, à pesca e à fundição de metais e do vidro. O rio Belo, cuja areia se adaptava à fabricação do vidro, corre no território de Zebulom. As "saídas", a que se refere o vers. 18 do cap. 33 do Deuteronômio, são as da planície do Aca; e o monte a que se refere o vers. 19 é a eminência sagrada do Tabor, que Zebulom havia de repartir com Issacar. O "caminho do mar" (Is 9.1), a grande estrada de Damasco ao Mediterrâneo, atravessava uma boa parte do território de Zebulom e devia ter o seu povo em comunicação com os negociantes da Síria, Fenícia e Egito.
Dentro do território de Zebulom, Cristo foi educado, e fez e disse muito do que é narrado nos Evangelhos, especialmente sinópticos, a cerca de Seu ministério na Galiléia.

2 de fev de 2009

A destruição do Templo de Jerusalém


Não deve ter sido fácil para Jesus anunciar a futura destruição do Templo de Jerusalém, que veio a acontecer quarenta anos depois, no ano 70.
Na Bíblia hebraica, o Templo é chamado Beit Hamikdash, que significa «Casa Santa». E também Beit Adonai («Casa de Deus»).
E alguns observavam com orgulho que "o Templo estava ornado com belas pedras e preciosas ofertas" .
Por isso, foi com tristeza que Jesus lhes anunciou: ««Dias virão em que, de tudo o que estais a ver. não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído»".

Como é que tudo aconteceu? Foram anos difíceis, na Palestina, com muitas injustiças e violências por parte dos romanos contra osJudeus. Todavia, no ano 68. começou uma guerra civil entre os próprios Judeus.
O primeiro grande historiador da Igreja, Eusébio de Cesareia, refere que os cristãos, a determinado momento, fugiram da cidade, e refugiaram-se em Pella, na Transjordânia, desligando-se assim do destino nacional de Israel. A comunidade de Jerusalém tentou até ao fim manter o contacto com os Judeus e conseguir a sua conversão a Jesus Cristo. Mas, quando viu que nada mais podia fazer, abandonou Israel ao seu destino.
Até que, na Páscoa do ano 70, o general Tito, filho do novo imperador, Vespasiano, cercou Jerusalém, onde entrou algum tempo depois. No dia 8 de Agosto. foram incendiadas as portas do Templo, facilitando a entrada das tropas. no dia seguinte.
Tito que depois foi também Imperador, tinha a intenção de impedir a destruição do Templo. No entanto, no dia 10. um soldado atirou um archote a arder para uma das salas do Templo. Ainda tentaram apagar as chamas. mas a grande confusão que se gerou impediu que o incêndio fosse extinto.
No Templo, o lugar mais sagrado, separado por uma grande cortina, que não deixava entrar a luz, era o «Santo dos Santos», onde só podia entrar o Sumo-sacerdote, uma vez por ano, com um turíbulo fumegante de incenso.
Mas, antes de ter sido consumido pelo fogo, Tito e alguns dos seus oficiais conseguiram lá entrar, movidos por grande curiosidade. Antes ainda, passaram pelo «Santo», onde estava o candelabro de ouro de sete braços, que foi roubado, e figurou no cortejo triunfal de Tito, no seu regresso a Roma, no ano seguinte.
Entretanto, em Setembro desse ano, a cidade foi saqueada e arrasada; as muralhas foram abatidas, ficando de pé apenas algumas secções (como a que hoje se chama «Muro das Lamentações»).
Para os Judeus, a queda de Jerusalém representou o fim de uma era e um corte definitivo com o passado. Mas a cidade não foi esquecida, o que se deve em grande parte aos cristãos espalhados pelo mundo, que levaram consigo o anúncio de Jesus e também a memória da Cidade Santa, que nunca será apagada dos Evangelhos.
Mas qual foi a intenção de Jesus, ao anunciar, com grande espanto dos que O ouviam, a futura queda de Jerusalém? Antes de mais, Jesus quer advertir os discípulos para que não confundam a destruição do Templo de Jerusalém com o seu retorno no fim dos tempos, como Filho do Homem e Juiz da história. O fim deste mundo acontecerá um dia, certamente. mas numa hora marcada por Deus, e não pelos homens.
Simultaneamente, Jesus adverte também que, "antes de tudo isto", isto é, antes do fim do mundo, os seus discípulos serão muitas vezes incompreendidos e perseguidos, como Ele próprio o foi.
Mas, assim como Jesus virá a ser glorificado pelo Pai, também os discípulos serão ajudados e fortalecidos, para que sejam fiéis até ao fim. sem fraquejar nem desistir. Jesus conta com a nossa fidelidade e constância. Vemos, portanto, que, ao anunciar este e outros acontecimentos trágicos ou dolorosos - guerras, fomes. epidemias, terramotos - Jesus deseja fortalecer os seus discípulos, e animá-los a estarem preparados para tudo. Por isso nos diz. no final: "«Pela vossa perseverança, salvareis as vossas almas»".
Não podemos desistir, nem desanimar, nem afrouxar a nossa fé, nem diminuir a nossa entrega, mas confiar sempre, mesmo no meio de provas e dificuldades. Há momentos na história em que não há propriamente perseguições, mas um clima, envolvente de desinteresse ou descrença, que nos pode afectar e entristecer.
Se verificamos que se tornam habituais comportamentos que revelam uma grande desordem moral e ética - constantes desonestidades e fraudes, suspeitas de abusos, etc. - podemos ser tentados a pensar que não há nada a fazer, e que o melhor é desistir. Mas aqui podemos recordar, em primeiro lugar, o que dizia a profecia de Malaquias, que ouvimos na lª leitura. «Malaquias» significa: «o meu mensageiro»( 1, 1; 3, 1). Em nome de Deus, o profeta anuncia que "há-de vir o dia do Senhor, ardente como uma fornalha", e "serão como a palha todos os soberbos e malfeitores".
O mal arderá facilmente, e dele não restará nada. Mas, para os que temem a Deus e O amam. "nascerá o sol de justiça, trazendo nos seus raios a salvação".
Assim como o sol traz luz e calor à Terra e a todas as criaturas, assim também Deus dará aos que lhe são fiéis conforto, alegria e luz, que dissipará para sempre toda a escuridão.
Não podemos ficar de braços cruzados, à espera da vinda de Jesus. É preciso continuar a trabalhar, com intensidade, competência e dedicação.
Mas, além disso, é preciso evangelizar, sem desânimo, é preciso anunciar Jesus e a sua Palavra, que é luz e sentido para a vida dos homens