1 de mar de 2010

Sir Isaac Newton


Nos cursos superiores das áreas de exatas, a disciplina de cálculo é a base de todo o ensino matemático que irá conduzir o processo de aprendizagem de futuros engenheiros, contadores, economistas, administradores e profissionais da computação a qual eu me incluo.
Interessante fato aprendi nesta cadeira a respeito de alguns detalhes da vida de Sir Isaac Newton (1642-1727), tido como o pai do cálculo (apesar da controvérsia com o alemão Leibniz de quem teria sido o primeiro a descobri-lo).
Segue abaixo uma pequena biografia sobre Newton, que além de ser considerado um dos maiores, senão o maior de todos os cientistas, também era um cristão.
Que sirva de exemplo de como a ciência e a fé podem sim andar juntas.
Newton nasceu na cidade de Woolsthorpe, Inglaterra. Seu pai faleceu antes de seu nascimento e sua mãe o criou na fazenda da família. Quando jovem mostrou pouca evidência de seu brilho posterior, exceto por um talento não usual com aparelhos mecânicos – aparentemente construiu um relógio de água e um moinho de farinha de brinquedo movido por um rato. Em 1661 ele entrou no Trinity College em Cambridge com uma deficiência em geometria. Felizmente, Newton chamou a atenção de Isaac Barrow, um matemático dotado e professor. Guiado por Barrow, ele mergulhou na matemática e em ciência; todavia, graduou-se sem nenhuma distinção especial. Por causa da Peste que se espalhava rapidamente em Londres, voltou para sua casa em Woolsthorpe, onde ficou de 1665 a 1666. Naqueles dois anos importantes, todo o enquadramento da ciência moderna foi milagrosamente criado na mente de Newton - ele descobriu o cálculo, reconheceu os princípios básicos do movimento planetário e da gravidade e determinou que a luz “branca” do sol era composta de todas as cores do vermelho ao violeta. Por alguma razão, manteve para si mesmo suas descobertas. Em 1667, retornou a Cambridge para obter o grau de mestre e, depois de graduado, tornou-se professor no Trinity. Em 1669, sucedeu seu professor, Isaac Barrow, na cadeira lucasiana de matemática do Trinity, uma das mais honradas posições em matemática do mundo. Daí por diante, o fluxo de descobertas brilhantes foi contínuo. Ele formulou as leis da gravitação e as usou para explicar o movimento da lua, dos planetas e das marés; ele formulou as teorias básicas da luz, e termodinâmica e a hidrodinâmica; planejou e construiu o primeiro telescópio refletor.

Durante suavida, ele hesitou em publicar suas grandes descobertas, somente revelando-as a círculo seleto de amigos, temendo talvez críticas ou controvérsias. Em 1687, somente após intensa persuasão pelo astrônomo Edmond Haley (cometa de Haley), Newton publicou sua obra-prima: Philosophiae Naturalis Principia Mathematica (Os Princípios Matemáticos Filosofia Natural). Este trabalho é, geralmente, considerado como o livro científico mais importante e influente já escrito. Nele, Newton explicou o funcionamento do sistema solar e formulou as leis básicas do movimento, as quais até hoje são fundamentais em engenharia e em física. Entretanto, nem mesmo o apelo de seus amigos convenceu-o a publicar sua descoberta do calculo. Somente após Leibniz ter publicado seus resultados, Newton condescendeu e publicou seus próprios trabalhos sobre calculo.
Após 25 anos como professor, Newton sofreu depressão e um esgotamento nervoso. Ele desistiu da pesquisa em 1695 para aceitar uma posição na casa da moeda de Londres. Durante os 25 anos que trabalhou lá, ele não fez praticamente nenhum trabalho científico ou matemático. Ele foi nomeado cavaleiro em 1705 e, quando morreu foi enterrado na abadia de Westminster com todas as honras que seu país poderia prestar.

É interessante notar que Newton era um teólogo instruído que viu o valor de seu trabalho como sendo o seu apoio à existência de Deus. Por toda a sua vida, trabalhou apaixonadamente para datar eventos bíblicos, relacionando-os a fenômenos astronômicos. Essa paixão o consumia tanto que gastou anos procurando no livro de Daniel por indícios do fim do mundo e da geografia do inferno.
Newton descrevia sua brilhante realização da seguinte forma: “Eu pareço ter sido apenas como uma criança brincando em uma praia e divertindo-me aqui e acolá e descobrir uma pedrinha mais redonda ou uma concha mais bonita do que as outras, enquanto o grande oceano da verdade está todo a ser descoberto diante de mim.”

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