13 de dez de 2009

Coritiba culpa torcida organizada por violência no estádio Couto Pereira


O Coritiba se pronunciou oficialmente nesta terça-feira sobre os incidentes ocorridos no estádio Couto Pereira, no último domingo, após o empate por 1 a 1 contra o Fluminense, e culpou integrantes da torcida organizada "Império Alviverde" pelas cenas de violência no local.

"Com base nas imagens gravadas daqueles fatos lamentáveis já é possível identificar integrantes e certos dirigentes daquela torcida [Império Alviverde], como autores e principais responsáveis pela agressão e destruição generalizada"", diz trecho da nota oficial do clube.

Coritiba calcula em R$ 500 mil o prejuízo no estádio Couto Pereira

"Todas as providências estão sendo tomadas pelas autoridades competentes para identificação, qualificação e punição dos responsáveis, mediante processos cíveis e criminais cabíveis e necessários, em ações conjugadas dos órgãos de Segurança Pública, do Ministério Público e do próprio Coritiba", diz outro trecho da nota.

O estádio já foi interditado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) por tempo indeterminado.

Lanchonetes, cadeiras das arquibancadas, grades e a sala da presidência foram alguns pontos destruídos. Na capital paranaense, a URBS (Urbanização de Curitiba S/A), responsável pelo transporte público, contabilizou 34 ônibus quebrados.

Um deles foi o da linha Vila Macedo, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, onde uma bomba caseira foi jogada no lado de dentro do ônibus. Uma enfermeira acabou sendo atingida pela explosão e perdeu três dedos da mão direita.

Confusão

Revoltados com o rebaixamento do Coritiba para a Série B, os torcedores invadiram o gramado e entraram em confronto com árbitros, jogadores e policiais após o jogo contra o Fluminense, domingo.

No total, 22 pessoas foram presas. Todas foram liberadas após assinar um termo circunstanciado e vão responder processo em liberdade. Apenas um homem, Gilson da Silva, 20, apontado como agressor do policial, que é professor de artes marciais, continua preso. Ele é suspeito de ter atingido com uma barra de ferro o queixo do soldado Luis Ricardo Gomides, 38.

Silva será indiciado por tentativa de homicídio. A reportagem da Folha não conseguiu contato com ele e a polícia não soube informar se ele já tem advogado. O soldado está hospitalizado, mas não corre risco de morte.

Segundo a PM, sete policiais e 11 civis ficaram feridos na confusão de domingo. Um torcedor de 19 anos está internado em estado grave.

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