6 de set de 2008

O Papel dos africanos negros na história do povo de Deus II- ( 1-A História da questão)


O papel dos africanos negros no antigo Oriente Próximo é freqüentemente subestimado e mal entendido, por razões tanto de ignorância quanto de malícia. A maioria de nossas imagens no Ocidente moderno vem pela forma como recebemos o Antigo Testamento ou as Escrituras Hebraicas. Essas imagens, por sua vez, são medidas pelos grandes mestres da arte européia. Assim, os ocidentas e sua descendência intelectual estão acostumados a ver, e por isso mais á vontade com, um ”Moisés europeu”. Aqueles que se consideram perspicazes em suas representações históricas do Antigo Testamento podem mostrar um “Moisés Mediterrâneo”, ou um Samuel com pele bem bronzeada. Ainda é raro, no Oriente ver um retrato de Moisés que o represente como africano.
São os simples atos de “contextualização” efetuadas pelos artistas ocidentais que nos têm dado a imagem de um “Moisés Europeu” e um “Davi caucasóide”. *Cain H. Felder pode chamar isso de sacralização da iconografia ocidental. Na verdade, Felder acredita que o problema é mais grave. Ele citaria a sacralização da cultura ocidental com todas as suas imagens e valores, incluindo seu racismo, o qual nos tem feito acreditar que a África tinha pouco ou nenhum papel na história antiga da interpretação de Deus com o povo de Israel. ( Peter Nash )

* Cain H. Felder,Race,Racism and Bilblical Narratives,p.128. Felder adota o termo como um paralelo ao o uso que Mendhenhall faz do termo “secularização”. Assim, ele vê processos paralelos duasi atuantes na apropriação de adaptações ocidentais da Escritura dos Judeus e cristãos.Por um lado,valores religiosos tornam-se ícones seculares e, por outro,ícones culturais assumem o Satus de questões de fé

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