14 de fev. de 2009

Tribos de Israel - Aser


Aser, segundo a Bíblia, é o nome de um dos 12 filhos de Jacó, resultado de sua união com Léia. Aser também é o ancestral de uma das 12 Tribos de Israel, de mesmo nome.
O personagem de Aser não possui grande destaque no livro de Gênesis, exceto por ter tomado parte na conspiração junto a seus irmãos que levou José a ser vendido como escravo para uma caravana em direção ao Egito, e também ter estado junto com seus irmãos no momento da reconciliação. Em I Crônicas 7:30-40 é traçada a descendência de Aser e seus filhos Imna, Isvá, Isvi, Berias e Sera.
Aser, junto com seus irmãos, tomou residência na parte leste do Delta do Rio Nilo, onde sua descendência multiplicou-se e originou a tribo de Aser. Segundo os livros do Pentateuco, Aser seguiu Moisés para a Terra Prometida, embora alguns estudiosos afirmem que Aser já era uma tribo localizada provavelmente na costa sul da Palestina antes do Êxodo, a região que, segundo o livro de Josué, ela teria conquistado quando da tomada de Canaã.
A região original de Aser coincidia com a terra da Filístia. Antes da ascensão do rei Davi, a terra de Aser já pertencia aos filisteus, de modo que a tribo pode ter continuado a existir apenas como indivíduos ou famílias vivendo em territórios de outras tribos, não mais como uma entidade individual e identificável entre as outras tribos de Israel. Os aseritas teriam se unido a Jeroboão quando este reivindicou para si o trono de Israel, e Aser teria feito parte das 10 tribos do norte que permaneceram independentes do governo de Jerusalém. A tribo desapareceu definitivamente dos registros quando Samaria foi tomada pela Assíria.

13 de fev. de 2009

Tribos de Israel - Benjamin


Benjamim foi, segundo narra a Bíblia, o filho mais novo de Jaco ou Israel com sua mulher Raquel, que morre no seu parto.
Benjamim foi o único irmão por parte de mãe de José, que se tornaria mais tarde governador do Egito. Foi da descendência de Benjamim que surgiu o primeiro rei de Israel, Saul.

5 de fev. de 2009

As Tribos de Israel- Issacar

Na época da migração para o Egito, enquanto José ainda estava regendo o Egito, são relacionados quatro filhos de Issacar; estes filhos fundaram as quatro principais famílias da tribo (Gn 46:13; Nm 26:23-25; 1 Cr 7:1). o número de homens de guerra, quando o censo foi levantado no Sinai, era de 54.400, e pela ordem era a quinto tribo (Nm 1:28-29); no segundo censo o número tinha aumentado para 64.300 o que a colocou em terceiro (Nm 26:25). No tempo de Davi foram contados 87.000 (1 Cr 7:5).

Posição.

Issacar estava no lado oriental do Tabernáculo, com os seus irmãos Judá e Zebulom (Nm 2:3-8)

Estandarte.

O lugar de Issacar no acampamento era com o estandarte da tribo de Judá (junto com Zebulom) os rabinos de . Os rabinos dizem que este estandarte era de 3 cores, sárdio, topázio e carbúnculo no qual foi inscrito os nomes das 3 tribos e traz a figura do filhote de um leão (Tg, pseudo. Jon. em Nm 2:3).

Viajando.

"Todos os que foram contados do exército de Judá (Issacar e Zebulom), cento e oitenta e seis mil e quatrocentos, segundo os seus esquadrões, estes marcharão primeiro." (Num 2:16).

Representantes.

Neste momento o capitão da tribo era Natanael o filho de Zuar (Nm 1:8). Ele teve como sucessor Jigeal o filho de José que foi como um dos espias (Nm 13:7)

Notas interessantes.
Apesar de sua reputação por buscar conforto, a tribo lutou corajosamente contra Sísera (Jz. 5:15). Moisés profetizou uma vida quieta e feliz para Issacar (Dt. 33:18). Paltiel (Nm 34:26), o juiz Tola (Jz. 10:1), Rei Baasa (I Rs 15:27), e Onri (1 Cr. 27:18) eram todos desta tribo. Conforme Jacó abençoou, a tribo de Issacar mostrou uma perspicácia incomum em situações políticas. A tribo trocou a submissão a Saul por Davi (1 Cr 12:32). embora a tribo era integrante do Reino Do norte, seus integrantes participaram da Páscoa celebrada por Ezequias em Judá (2 Cr. 30:18).

A Divisão de Terra.

O território dividido a esta tribo foi conforntado ao norte por Zebulom e Naftali, no sul e ao ocidente por Manassés, e no leste pelo Rio Jordão (Js 19:17-23). A maioria do Vale fértil de Jezreel, ou Esdraelom, estava dentro do território de Issacar. Suas planícies férteis, planas eram bem apropriado para a criação de gado.

O Homem Issacar

Heb. Yis'akar; " ele dará uma recompensa ". O nono filho de Jacó e o quinto de Lia: Gen 30:17-18 "E ouviu Deus a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho. Então disse Lia: Deus me tem dado o meu galardão, pois tenho dado minha serva ao meu marido. E chamou-lhe Issacar." Ele nasceu em Padã-Arã, e nada é registrado da vida dele.
Símbolo da tribo de Issacar

4 de fev. de 2009

As Tribos de Israel - Judá

Segundo teólogos e alguns historiadores, por volta do século XV a.C. ocorreu o Êxodo dos hebreus do Egipto para a terra de Canaã. A narração do livro do Êxodo descreve esta época, e posiciona a tribo de Judá como a mais numerosa de todas as tribos de Israel (desconsiderando-se a tribo de José, tradicionalmente dividida entre as meia-tribos de Efraim e Manassés).
Em Números 1:24-25 contam-se 74600 integrantes desta tribo, refletindo a sua importância no contexto da congregação israelita no seu princípio. Entretanto, este número pode ter sido mascarado pelo fato do relato bíblico acerca do Êxodo ter sido compilado muito tempo depois, talvez já no período final dos Juízes ou na monarquia unificada, quando Judá já era uma entidade de certa forma destacada do restante das tribos de Israel. De toda forma, apesar da discussão sobre se todas as tribos emigraram do Egito ou se eram populações autóctones da Palestina que, em dado momento, invadiram e povoaram a Palestina, é opinião da maioria que Judá, juntamente com Levi, Efraim, Manassés, Benjamim e Simeão, teriam sido as tribos que vieram do Egito.
A conquista de Canaã foi, aparentemente, constituída de invasões independentes de cada uma das tribos a territórios pré-estabelecidos. A Judá coube uma região ao sul, entre o deserto de Negueve e o Sefelá, o maior dos territórios partilhados. Cidades importantes, como Belém, Hebrom, Arade, Bete-Semes, Laquis e Berseba foram incluídas nos seus domínios. A tribo de Simeão, inicialmente posicionada ao sul de Judá, pode ter sido eventualmente absorvida por esta, visto que sua localização e ( O Leão ó símbolo desta tribo, Foto)sua própria identidade) se torna gradativamente mais incerta ao longo do Velho Testamento, mas há hipóteses de que Simeão tenha sido também absorvida por povos vizinhos, especialmente Moabe.A partir do livro de Rute, os cronistas bíblicos procuram traçar uma genealogia baseada na cidade de Belém, desde Judá até o rei Davi, fazendo com que as palavras de Jacó sobre Judá se tornassem concretas, e sua dinastia se afirmasse como aquela designada por Deus para governar Israel. Profetas posteriores, especialmente durante a primeira diáspora, prediziam que um rei da linhagem de Davi viria para salvar Judá das mãos de seus inimigos. Mais tarde, no Novo Testamento, os cronistas empenham-se em atribuir a Jesus descendência direta da Casa de Davi, mais uma vez corroborando com a bênção de Jacó, uma vez que Jesus, para toda a cristandade, é rei sobre todos os homens.
No entanto, politicamente, Israel já não se identificava com as demais tribos no período relatado nos livros de Samuel. O profeta Samuel, por volta de 1050 a.C., teria ungido Saul, da tribo de Benjamim, como rei de todo Israel. Surpreendentemente, a soberania de Saul se afirmou em todas as tribos de maneira geral, e ele pôde assim empreender guerras contra os Filisteus a oeste. Mas logo alguns eventos associados ao pecado e à ira de Deus fizeram com que Saul perdesse gradativamente o controle sobre esta guerra, e Davi, de Judá, ungido também por Samuel, tomou o poder.
A separação de Judá e Israel ocorre na própria coroação de David, em Hebrom, como rei de Judá, enquanto Isbosete, filho de Saul, era aclamado rei do restante de Israel. Após um período de guerra civil, Davi venceu os partidários da Casa de Saul e foi aclamado como rei por todas as tribos.
O reinado de Judá sobre as outras tribos durou até o final do reinado de Salomão, filho de Davi, em 931 a.C. Neste período, as diferenças políticas entre Judá e Israel acentuaram-se graças às diferenças no montante de tributos destinados a Judá e Israel. Em um período de grandes obras, como as guerras expansionistas de Davi e a construção do Templo de Jerusalém, a carga de impostos deve ter provocado um profundo descontentamento em Israel. A morte de Salomão significou uma oportunidade para uma revolta contra o governo de Jerusalém, liderada por Jeroboão, que proclamou a independência das 10 tribos do norte (Judá e Benjamim permaneceram unidas. Simeão não era mais particularmente mencionada como uma região geográfica, e é possível que fizesse parte das 10 tribos apenas como membros desta tribo dispersos pelas terras do norte). O território correspondente a Judá e Benjamim, ao sul, permaneceu como um reino à parte, liderado por Roboão, filho de Salomão e seus descendentes. Nascia o Reino de Judá.
Simbolo da Tribo de Judá

3 de fev. de 2009

As Tribos de Israel - Zebulom

O significado do nome Zebulom é incerto. Parecer ser um jogo com "זֵ֣בֶד zḗḇeḏ" nas palavras de Lia no Gênesis 30:20, "'Deus me concedeu (זְבָדַ֨נִי zəḇāḏáni) excelente dote (זֵ֣בֶד zḗḇeḏ); desta vez permanecerá comigo meu marido (יִזְבְּלֵ֣נִי yizbəlḗni), porque lhe dei seis filhos;' e lhe chamou Zebulom".
O nome aparece na forma זְבֻלוּן dezoito vezes, זְבוּלֻן vinte e seis vezes e זְבוּלוּן uma vez. (Septuaginta) Na literatura pós bíblica o nome aparece como Zabulom (Josephus, Antiquities II.7.4) e Zaboules. (Vulgata) Zabulom, a leitura do Novo Testamento, é aquela da Septuaginta, originada da forma grega Ζαβουλών.
Nada é conhecido, em particular, a respeito de Zebulom, exceto que Serede, Elom e Jaleel foram seus filhos e chefes de três famílias tribais (Gênesis 46:14).




Símbolo da tribo de Zebulom


A Tribo de Zebulom desempenhou um importante papel na história antiga de Israel. No censo das tribos no Deserto do Sinai durante o segundo ano do Êxodo, a tribo de Zebulom contava com 57.400 homens capazes de pegar em armas (Números 1:31). Este exército, sob o comando de Eliabe, filho de Helom, acamparam com os de Judá e de Issacar a leste do Tabernáculo e com eles formaram a linha de frente da marcha (Números 2:3-9). Dentre os espiões enviados por Moisés para avistarem a terra de Canaã, Gadiel, filho de Sodi representou Zebulom (Números 13:10).
Em Shittim, nas terras dos moabitas, depois que 24.000 homens foram mortos por seus crimes, um segundo censo foi realizado; Zabulom contava com 60.500 homens prontos para a luta (Números 26:27). Elizafã, filho de Parna foi escolhido para representar Zebulom na divisão da Terra Prometida (Números 34:25).
A tribo parece ter conquistado facilmente a sua porção. Durante o governo de Josué ela não recebe nenhuma menção especial. Enquanto que no governo dos juízes, as suas façanhas foram dígnas de nota. No Cântico de Débora, a tribo foi especialmente citada como tendo "oferecido suas vidas para morrer na região de Merom", (Juízes 5:18); e louvados porque de "Zebulom vieram os comandantes do exército para a luta" (Juízes 5:14).
Na campanha de Baraque contra Sísera, o comandante das forças de Jabim, Rei de Canaã, participam também os filhos de Zebulom (Juízes 4:10). Eles são convocados por Gideão e se juntam no combate aos midianitas (Juízes 6:35); e deu a Israel Elom, que a julgou por dez anos (Juízes 12:11). Dentre aqueles que seguiram David até Hebrom para fazê-lo rei, estavam 50.000 homens de Zebulom providos com todas as armas de guerra com ânimo resoluto (I Crônicas 12:33), que trouxeram com eles, como sinal de sua fidelidade, grande quantidade de provisões de carnes e bebidas para comemorarem a ascensão de seu novo governante (I Crônicas 12:41). Quando Ezequias fez a reparação pelas abominações de seu pai Acaz, ele convidou toda Israel para celebrarem o Pessach na casa do Senhor. Porém, os emissários receberam risos e zombarias por onde passaram; alguns de Zebulom se humilharam e foram a Jerusalém, destruíram os ídolos, e celebraram a festa dos pães ázimos (II Crônicas 30:10-23

As divisões da terra



Nas divisões da terra de Israel entre as sete tribos, a de Zabulom foi a terceira a receber sua parte. O território da tribo começava em Saride (Josué 19:10), que supostamente deva ter sido Tel Shadud,[1] cerca de cinco milhas a sudoeste de Nazaré. As fronteiras de Zabulom não podem ser atualmente estabelecidas. Dos dezenove nomes próprios que constam do Livro de Josué, apenas Belém (Beit lahm, sete milhas a noroeste de Nazaré) pode ser identificado com precisão. O historiador Josephus atribui a Zebulom a terra próxima ao Monte Carmelo e o mar Mediterrâneo, até o Lago de Genesaré.[2] A noroeste está a Tribo de Aser, a sudeste a Tribo de Issacar. Incluindo parte do Vale de Jezreel.
A referência em Deuteronômio 33.19, "chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia" tem sido interpretada no sentido de entregar-se mais tarde a respectiva tribo ao comércio, à pesca e à fundição de metais e do vidro. O rio Belo, cuja areia se adaptava à fabricação do vidro, corre no território de Zebulom. As "saídas", a que se refere o vers. 18 do cap. 33 do Deuteronômio, são as da planície do Aca; e o monte a que se refere o vers. 19 é a eminência sagrada do Tabor, que Zebulom havia de repartir com Issacar. O "caminho do mar" (Is 9.1), a grande estrada de Damasco ao Mediterrâneo, atravessava uma boa parte do território de Zebulom e devia ter o seu povo em comunicação com os negociantes da Síria, Fenícia e Egito.
Dentro do território de Zebulom, Cristo foi educado, e fez e disse muito do que é narrado nos Evangelhos, especialmente sinópticos, a cerca de Seu ministério na Galiléia.

2 de fev. de 2009

A destruição do Templo de Jerusalém


Não deve ter sido fácil para Jesus anunciar a futura destruição do Templo de Jerusalém, que veio a acontecer quarenta anos depois, no ano 70.
Na Bíblia hebraica, o Templo é chamado Beit Hamikdash, que significa «Casa Santa». E também Beit Adonai («Casa de Deus»).
E alguns observavam com orgulho que "o Templo estava ornado com belas pedras e preciosas ofertas" .
Por isso, foi com tristeza que Jesus lhes anunciou: ««Dias virão em que, de tudo o que estais a ver. não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído»".

Como é que tudo aconteceu? Foram anos difíceis, na Palestina, com muitas injustiças e violências por parte dos romanos contra osJudeus. Todavia, no ano 68. começou uma guerra civil entre os próprios Judeus.
O primeiro grande historiador da Igreja, Eusébio de Cesareia, refere que os cristãos, a determinado momento, fugiram da cidade, e refugiaram-se em Pella, na Transjordânia, desligando-se assim do destino nacional de Israel. A comunidade de Jerusalém tentou até ao fim manter o contacto com os Judeus e conseguir a sua conversão a Jesus Cristo. Mas, quando viu que nada mais podia fazer, abandonou Israel ao seu destino.
Até que, na Páscoa do ano 70, o general Tito, filho do novo imperador, Vespasiano, cercou Jerusalém, onde entrou algum tempo depois. No dia 8 de Agosto. foram incendiadas as portas do Templo, facilitando a entrada das tropas. no dia seguinte.
Tito que depois foi também Imperador, tinha a intenção de impedir a destruição do Templo. No entanto, no dia 10. um soldado atirou um archote a arder para uma das salas do Templo. Ainda tentaram apagar as chamas. mas a grande confusão que se gerou impediu que o incêndio fosse extinto.
No Templo, o lugar mais sagrado, separado por uma grande cortina, que não deixava entrar a luz, era o «Santo dos Santos», onde só podia entrar o Sumo-sacerdote, uma vez por ano, com um turíbulo fumegante de incenso.
Mas, antes de ter sido consumido pelo fogo, Tito e alguns dos seus oficiais conseguiram lá entrar, movidos por grande curiosidade. Antes ainda, passaram pelo «Santo», onde estava o candelabro de ouro de sete braços, que foi roubado, e figurou no cortejo triunfal de Tito, no seu regresso a Roma, no ano seguinte.
Entretanto, em Setembro desse ano, a cidade foi saqueada e arrasada; as muralhas foram abatidas, ficando de pé apenas algumas secções (como a que hoje se chama «Muro das Lamentações»).
Para os Judeus, a queda de Jerusalém representou o fim de uma era e um corte definitivo com o passado. Mas a cidade não foi esquecida, o que se deve em grande parte aos cristãos espalhados pelo mundo, que levaram consigo o anúncio de Jesus e também a memória da Cidade Santa, que nunca será apagada dos Evangelhos.
Mas qual foi a intenção de Jesus, ao anunciar, com grande espanto dos que O ouviam, a futura queda de Jerusalém? Antes de mais, Jesus quer advertir os discípulos para que não confundam a destruição do Templo de Jerusalém com o seu retorno no fim dos tempos, como Filho do Homem e Juiz da história. O fim deste mundo acontecerá um dia, certamente. mas numa hora marcada por Deus, e não pelos homens.
Simultaneamente, Jesus adverte também que, "antes de tudo isto", isto é, antes do fim do mundo, os seus discípulos serão muitas vezes incompreendidos e perseguidos, como Ele próprio o foi.
Mas, assim como Jesus virá a ser glorificado pelo Pai, também os discípulos serão ajudados e fortalecidos, para que sejam fiéis até ao fim. sem fraquejar nem desistir. Jesus conta com a nossa fidelidade e constância. Vemos, portanto, que, ao anunciar este e outros acontecimentos trágicos ou dolorosos - guerras, fomes. epidemias, terramotos - Jesus deseja fortalecer os seus discípulos, e animá-los a estarem preparados para tudo. Por isso nos diz. no final: "«Pela vossa perseverança, salvareis as vossas almas»".
Não podemos desistir, nem desanimar, nem afrouxar a nossa fé, nem diminuir a nossa entrega, mas confiar sempre, mesmo no meio de provas e dificuldades. Há momentos na história em que não há propriamente perseguições, mas um clima, envolvente de desinteresse ou descrença, que nos pode afectar e entristecer.
Se verificamos que se tornam habituais comportamentos que revelam uma grande desordem moral e ética - constantes desonestidades e fraudes, suspeitas de abusos, etc. - podemos ser tentados a pensar que não há nada a fazer, e que o melhor é desistir. Mas aqui podemos recordar, em primeiro lugar, o que dizia a profecia de Malaquias, que ouvimos na lª leitura. «Malaquias» significa: «o meu mensageiro»( 1, 1; 3, 1). Em nome de Deus, o profeta anuncia que "há-de vir o dia do Senhor, ardente como uma fornalha", e "serão como a palha todos os soberbos e malfeitores".
O mal arderá facilmente, e dele não restará nada. Mas, para os que temem a Deus e O amam. "nascerá o sol de justiça, trazendo nos seus raios a salvação".
Assim como o sol traz luz e calor à Terra e a todas as criaturas, assim também Deus dará aos que lhe são fiéis conforto, alegria e luz, que dissipará para sempre toda a escuridão.
Não podemos ficar de braços cruzados, à espera da vinda de Jesus. É preciso continuar a trabalhar, com intensidade, competência e dedicação.
Mas, além disso, é preciso evangelizar, sem desânimo, é preciso anunciar Jesus e a sua Palavra, que é luz e sentido para a vida dos homens

31 de jan. de 2009

Sinai


O Sinai é uma península montanhosa e desértica do Egipto, entre os golfos de Suez e Aqaba. Este nome vai buscar a sua origem no deus Sin, deus da lua. Por isso se diz que Sinai é a "Terra da Lua"; e a terra das águas turquesa da Paz. Ocupa uma posição estratégica que une dois continentes - África e Ásia - separando também dois mares - o Mediterrâneo e o Mar Vermelho. A Península tem uma superfície de 61.000 km² em forma triangular dividindo-se em duas partes: Sinai do norte e do sul. A sua fauna é muito variada e extremamente rica especialmente em aves. Também a flora é de grande valor, possuindo mais de 5.000 classes de plantas diferentes.
Toda esta região se tornou conhecida devido aos seus muito numerosos poços subterrâneos - é a terra do petróleo, do ouro e de toda a espécie de minerais. Nela convivem pessoas de diferentes credos religiosos. por esta Península passaram todos os profetas.
Segundo a Bíblia, foi no Monte Sinai que YHVH deu o Decálogo a Moisés.
A península foi ocupada pelo exército de Israel em 1967, durante a guerra dos Seis Dias.


Monumentos

Na península do Sinai encontram-se, entre outros monumentos:
O Templo de Sirapid El Jadem: da época faraónica e dedicado á deusa Hator.
A Fortaleza do Soldado: que data da época de Saladino.
O Convento de Santa Catarina, no Monte Sinai, construído no século IV, compreendendo a igreja principal construída no ano 342 e a Igreja de Alika. O convento também possui uma biblioteca com milhares de livros antigos, exemplares únicos escritos em vários idiomas. Este convento é possuidor da mais antiga colecção de ícones do mundo cristão. Este convento localiza-se numa área que foi considerada pela UNESCO em 2002 Património Mundial.

Turismo

Sinai possui praias nas quais se podem praticar esportes náuticos, como o mergulho. A região é mesmo intitulada a meca dos mergulhadores, dos centros terapêuticos, dos esportes de aventura, dos safaris em 4x4, dos percursos em motos de três rodas pelo deserto, dos passeios de camelo desfrutando de lugares com espécies animais únicas e paisagens insólitas.
Sharm el Sheikh é a zona mais conhecida pelos mergulhadores de todo o mundo.

[editar] Reservas naturais e zonas protegidas

Rash Mohamed é uma área de conservação que inclui mananciais de águas termais, espécies únicas de plantas e aves e, ainda um grande agrupamento de corais.

30 de jan. de 2009

Guerra dos Seis Dias

A Guerra dos Seis Dias foi um conflito armado que opôs Israel a uma frente de países árabes - Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão.
O crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, em meados de 1967, levou ambos os lados a mobilizarem as suas tropas. Antecipando um ataque iminente do Egito e da Jordânia, a Força Aérea Israelense surpreendeu as nações aliadas, lançando um ataque preventivo e arrasador à força aérea egípcia.
O plano traçado pelo Estado-Maior de Israel, chefiado pelo general Moshe Dayan (1915-1981), começou a ser posto em prática às 7h e 10min da manhã do dia 5 de junho de 1967, quando caças israelenses atacaram nove aeroportos militares, aniquilando a força aérea egípcia antes que esta saísse do chão e causando danos às pistas de aterragem, inclusive com bombas de efeito retardado para dificultar as reparações. Ao mesmo tempo, forças blindadas de Israel investiam contra a Faixa de Gaza e o norte do Sinai. A Jordânia abriu fogo em Jerusalém e a Síria interveio no conflito.
No terceiro dia de luta, todo o Sinai já estava sob o controle de Israel. Nas 72 horas seguintes, Israel impôs uma derrota devastadora aos adversários, controlando também a Cisjordânia, o sector oriental de Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria.
Como resultado da guerra, aumentou o número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egipto. Síria e Egipto estreitaram ainda mais as relações com a URSS, aproveitando também para renovarem seu arsenal de blindados e aviões, além de conseguirem a instalação de novos mísseis, mais perto do Canal de Suez.


Situação geoestratégica anterior ao conflito (1956 – 1967)

Nos anos seguintes à crise de Suez, a tensão entre árabes e israelitas havia aumentado perigosamente. Contribuíram para isso vários factores, entre os quais:
1. A instalação de governos de carácter progressista em países árabes (Síria e Iraque), em substituição aos regimes conservadores neles existentes até então. Esses novos governos se mostravam favoráveis a uma acção militar contra Israel e pressionavam o governo egípcio - o mais forte e populoso do mundo árabe - a se encaminhar nessa direcção.
2. A formação de movimentos de resistência palestinianos, que passaram a reagir cada vez mais à ocupação de Israel. A contínua repetição de episódios de confronto, principalmente ao longo da fronteira de Israel com seus vizinhos, e as pressões dos países árabes para uma tomada de posição mais firme por parte do Egipto levaram este último a formalizar pactos militares de defesa mútua com a Síria, a Jordânia e o Iraque. Egito e Síria estabelecem, em 1966, um Pacto de Defesa - uma aliança militar que os compromete reciprocamente em caso de guerra que implique um dos dois países.O primeiro passo para o desencadear da guerra deu-se em 7 de Abril de 1967, quando Israel lançou um ataque contra posições da artilharia árabe e bases de resistência nas Colinas de Golã. Durante a operação seis aviões sírios Mig foram abatidos pelos caças de Israel, que voavam baixo sobre a capital da Síria, Damasco. Esta provocação inflamou as tensões entre árabes e israelitas.
A União Soviética passou, através dos seus serviços secretos, informações ao governo sírio. Essa suposta troca de informações alertava para um ataque em massa do exército de Israel. Embora não existam provas absolutas dessa colaboração russa, uma coisa é certa: as informações estavam corretas e ajudaram a empurrar tanto a Síria quanto o Egipto para a guerra.
Contudo, o General e Presidente do Egipto, Gamal Abdel Nasser não foi perspicaz sobre uma guerra com Israel e tomou decisões que levavam a uma guerra fechada - um bloqueio para prevenir um provável ataque israelita.
Em Maio de 1967, exércitos árabes começaram a juntar forças ao longo das fronteiras de Israel. Ao mesmo tempo Nasser ordenou um bloqueio no Golfo de Aqaba. Enviou tropas para o Deserto do Sinai e pediu aos Capacetes Azuis da ONU para partirem.
Em resposta a esta ação e ao apoio soviético, o exército israelita foi mobilizado. Egito, Síria e Jordânia declararam estado de emergência. Em 22 de Maio Nasser fechou o estreito de Tiran aos barcos de Israel, isolando a cidade portuária de Eilat. Esta mesma acção, somada a interesses franceses e israelianos, fora a causa da Guerra do Canal do Suez, em 1956. Três dias mais tarde os exércitos do Egipto, Arábia Saudita e Iraque moveram-se para as fronteiras com Israel. Em 30 de Maio, a Jordânia juntou-se ao Pacto Egipto-Síria, formando o Pacto de Defesa Árabe. Durante este período, a imprensa árabe teve um papel vital para a abertura das hostilidades. Jornais e rádios passavam constantemente propaganda contra Israel.
Em 4 de Junho de 1967, Israel estava cercado por forças árabes que eram muito mais numerosas do que as suas e seu plano de invasão parecia condenado ao fracasso, até a Mossad pensar numa solução. A guerra era iminente.

[editar] Os seis dias


Diante da ação árabe iminente, antes da invasão começar, o governo e os líderes militares de Israel implementaram uma estratégia para furar o bloqueio militar legal imposto pelos árabes. Logo depois das 8:45 do dia 5 de Junho lançaram um ataque aéreo contra as forças árabes. Este ataque aéreo, com o nome de código 'Moked', foi desenhado para destruir a Força Aérea do Egipto enquanto esta estava no solo. Em três horas, a maioria dos aviões e bases estava destruída. Os caças israelianos operavam continuamente apenas voltando para se reabastecer de combustível e armamento em apenas sete minutos. Neste primeiro dia, os árabes perderam mais de 400 aviões; Israel perdeu 20. Esses ataques aéreos deram a Israel a hipótese de destroçar de forma desigual as forças de defesa árabes.
De seguida, as forças terrestres de Israel deslocaram-se para a Península do Sinai e Faixa de Gaza onde cercaram as unidades egípcias.
A guerra não era longe da frente leste de Israel. O primeiro-ministro de Israel, Levy Eshkol, enviou uma mensagem ao rei Hussein da Jordânia: "Não empreenderemos ações contra a Jordânia, a menos que seu país nos ataque". Mas na manhã do 2º dia, Nasser telefonou a Hussein, encorajando-o a lutar. Ele disse a Hussein que o Egipto tinha saído vitorioso no combate da manhã - um engano de Nasser que provocou uma derrota esmagadora da Jordânia, mas que conseguiu impedir que Israel tomasse Amã.
No mesmo dia, às 11:00, tropas da Jordânia atacaram Israel a partir de Jerusalém, com morteiros e artilharia. Com o controle total dos céus, as forças israelianas em terra estavam livres para invadir o Egipto e a Jordânia. Por causa disto, os reforços árabes que foram enviados tiveram sérios contratempos, o que permitiu que os israelitas tomassem grande parte da cidade dos jordanos em apenas 24 horas.
No terceiro dia da guerra, 7 de Junho, as forças jordanas foram empurradas para a Cisjordânia, atravessando o rio Jordão. Israel tinha anexada todo a Cisjordânia e Jerusalém, invadindo e tomando a cidade.
A ONU consegue um acordo de cessar-fogo entre Israel e a Jordânia que entra em vigor nessa tarde. Após o cessar-fogo, o grande contingente de tropas e tanques de Israel foi dirigido contra as forças do Egipto no Deserto do Sinai e Faixa de Gaza. As Forças de Defesa de Israel atacaram com três divisões de tanques, pára-quedistas e infantaria. Conscientes de que a guerra somente poderia durar poucos dias e que era essencial uma vitória rápida, os israelianos concentraram todo o seu poder através das linhas egípcias no Deserto do Sinai.
Em 8 de Junho, os israelianos começam o seu ataque no Deserto do Sinai e, sob a liderança do General Ariel Sharon, empurraram os egípcios para o Canal do Suez. No final do dia, as Tzahal alcançaram o canal e a sua artilharia continuou a batalha ao longo da linha de frente, enquanto a força aérea atacava as forças egípcias, que, em retirada, tentavam recuar utilizando as poucas estradas não controladas. No final do dia os israelitas controlavam toda a Península do Sinai e de seguida o Egipto aceitou um cessar-fogo com Israel.
Às primeiras horas do mesmo dia 8 de Junho, Israel bombardeou acidentalmente o navio de guerra americano USS Liberty, ao largo da costa de Israel, que havia sido confundido com um barco de tropas árabes. 34 americanos morreram.
Com o Sinai sob controle, Israel começa o assalto às posições sírias nas Colinas de Golã, no dia 9 de Junho. Foi uma ofensiva difícil devido às bem entrincheiradas forças sírias e ao terreno acidentado. Israel envia uma brigada blindada para as linhas da frente, enquanto a infantaria atacava as posições sírias, e ganha o controle das colinas.
Às 6:30 da tarde do dia 10 de Junho, a Síria retirou-se e foi assinado o armistício. Era o fim da guerra nos campos de batalha. Mas alguns resultados se estenderam por anos posteriores.

[editar] Consequências da guerra

A Guerra dos Seis Dias foi uma grande derrota para os Estados Árabes, que perderam mais de metade do seu equipamento militar. A Força Aérea da Jordânia foi completamente destruída. Os árabes sofreram 18.000 baixas, enquanto do lado de Israel houve 766.
No dia seguinte à conquista da Península do Sinai, o Presidente Nasser do Egipto resignou humilhado enquanto os outros líderes árabes perderam popularidade. Contudo, esta derrota não mudou a atitude dos Estados Árabes em relação a Israel. Em Agosto de 1967, líderes árabes reuniram-se em Cartum e anunciaram uma mensagem de compromisso para o mundo: não às negociações diplomáticas e reconhecimento do Estado de Israel, que lhes havia causado um grande prejuízo.
Quanto a Israel, teve ganhos consideráveis como decorrência da guerra. As suas fronteiras eram agora maiores e incluíam as Colinas de Golã, a Cisjordânia ("Margem Ocidental") e a Península do Sinai. O controle de Jerusalém foi de considerável importância para o povo judeu por causa do valor histórico e religioso, já que a cidade era judaica há 3000 anos, até ser tomada pelo Império Turco-Otomano.
Por causa da guerra iniciou-se a fuga dos palestinianos das suas casas. Como resultado, aumentou o número de refugiados na Jordânia e no Egipto. O conflito criou 350 000 refugiados, que foram rejeitados pelos estados árabes vizinhos. Porém, mais de 1300 dos palestinianos que ficaram na Cisjordânia e Faixa de Gaza permaneceram sob o controle de Israel e vivem como cidadãos israelitas gozando dos seus plenos direitos.[carece de fontes?]

[editar] Resolução 242 das Nações Unidas


m Novembro de 1967, as Nações Unidas aprovaram a Resolução 242, que ordena a retirada de Israel dos territórios ocupados e a resolução do problema dos refugiados. Israel não cumpriu a resolução para se retirar dos territórios ocupados, e só negocia se os estados árabes reconhecerem o estado de Israel. Os líderes árabes em Cartum afirmam que a Resolução 242 não é mais do que uma lista de desejos internacionais.

29 de jan. de 2009

Historia da faixa de Gaza


A cidade de Gaza foi fundada aproximadamente no século V A.C. por piratas do Mediterrâneo que se auto nomearam Filisteus e chamaram a região de Filistéia. Após diversas invasões(tribos israelitas,babilónicos,pesas e assírios) finalmente caiu na mão dos macedónios e recebeu um pouco de cultura. Quando os romanos invadiram Israel,submeteram,também,a cidade de Gaza e região. Por muito tempo ficou em poder dos bizantinos e árabes,foi dominada pelos otomanos e,enfim,pela Inglaterra ao fim da Primeira Guerra Mundial.

Partilha de 1947


Durante centenas de anos, o Império Otomano dominou Gaza, até que o território - junto com o restante da Palestina - passou para o controle dos britânicos, com o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Durante a primeira Guerra árabe-israelense, que conduziu à criação do Estado de Israel, Gaza absorveu um quarto das centenas de milhares dos refugiados palestinos expulsos das áreas que hoje fazem parte de Israel.[1][2]
Guerra dos Seis Dias de 1967
Artigo Principal: Guerra dos Seis Dias
O território ficou sobre controle do Egito entre 1949 e 1967, exceto em um curto período, durante a crise do Canal de Suez, quando foi ocupado por Israel. Depois da Guerra dos Seis Dias, Israel passou a dominar a Cisjordânia, Jerusalém Oriental (ambos anteriormente controlados pela Jordânia) e a Faixa de Gaza. Em todos estes territórios, o governo israelense promoveu a construção de assentamentos de colonos judeus.

Acordos de Oslo de 1993
Artigo Principal: Acordos de Oslo
Após uma série de acordos assinados entre maio de 1994 e setembro de 1999, Israel se comprometeu a transferir para a Autoridade Nacional Palestina a responsabilidade pela segurança e pelos civis das áreas povoadas por palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, o que não ocorreu. Os territórios povoados por palestinos foram "cercados" pelas colônias judias e os governos israelenses, tanto trabalhistas quanto likudistas, só fizeram aumentar o número dessas colônias, inviabilizando de fato a possibilidade de constituição de um Estado palestino. Isto levou ao fracasso nas negociações para determinar um status definitivo para os territórios palestinos, e o início da Segunda Intifada, em setembro de 2000, fez com que as forças israelenses reocupassem a maioria das áreas controladas pelos palestinos.[1]

Retirada Israelense de 2005
Ver artigo principal: Retirada Israelita da Faixa de Gaza
Em 2005, o então primeiro-ministro Ariel Sharon executou um plano de retirada de todos os 8 mil colonos israelenses da Faixa de Gaza, bem como as tropas que os protegiam. O plano também previa que Israel continuaria a controlar o espaço aéreo de Gaza, seu mar territorial e todos as passagens de fronteira.[3][4] Era o início do bloqueio israelense, impedindo a entrada de alimentos, combustíveis, água e medicamentos, colocando em risco a vida de toda a população palestina na Faixa de Gaza. Em setembro, a retirada israelense foi concluída.[1]
A situação na Faixa de Gaza começou a se deteriorar depois que o Hamas venceu as eleições legislativas palestinas, obtendo 76 das 132 cadeiras do Parlamento Palestino, em janeiro de 2006.[5] No entanto, as profundas divergências políticas entre o presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Nacional Palestina, pertencente ao Fatah, e o primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, do Hamas, resultaram em violentos confrontos entre militantes das duas facções rivais na Faixa de Gaza, em 2006 e no início de 2007, com um grande número de mortos e feridos.[1][6]

Confrontos em 2006
Artigo Principal: Conflito na Faixa de Gaza de 2006
Em junho de 2006, as Forças de Defesa de Israel lançaram sua primeira grande operação militar contra a Faixa de Gaza, desde a retirada dos colonos judeus do território palestino. Chamada de Operação Chuvas de Verão, a ação de Israel visava a resgatar o soldado Gilad Shalit - capturado no dia 25 de junho daquele ano em uma operação conjunta do Hamas e dois outros grupos militantes, que entraram em Israel a partir da Faixa de Gaza. A captura detonaria uma grande ação militar israelense na Faixa de Gaza, que resultou nas mortes de mais de cem palestinos em quatro semanas,[7] além da detenção de 60 dirigentes do Hamas, entre eles vários ministros e dezenas de deputados.[8]
Em novembro, as forças israelenses lançaram uma nova e ampla ação militar, batizada como Operação Nuvens de Outono, desta vez atacando Beit Hanoun, ao norte da Faixa de Gaza. Os ataques deixaram 56 palestinos mortos, a metade deles civis, e mais 200 feridos.[8][9] Ainda naquele mês, após cinco meses de operações militares na Faixa de Gaza (com mais de 400 palestinos mortos), Israel concordou em realizar um cessar-fogo com o grupo Hamas, desde que este se compromete a não retornar a lançar foguetes contra o território israelense.[8]
Em abril de 2007, o exército israelense retomou os ataques à Faixa de Gaza, depois de centenas de foguetes palestinos disparados desde novembro do ano anterior. No dia 24 daquele mês, o braço armado do Hamas proclamou o fim da trégua com Israel.[8] Um mês antes, Abbas e Haniyeh concordaram em formar um governo de união nacional.[10]

Hamas expulsa Fatah de Gaza em 2007
Mas, pouco depois, em junho do mesmo ano, em meio a intensos conflitos entre militantes das duas facções, o Hamas acabou por assumir o controle da Faixa de Gaza, expulsando o Fatah, que continuou dominando a Cisjordânia.[11][12] [13] Com isso, o governo de Israel fechou seu posto de fronteira com a Faixa de Gaza, alegando que a Fatah não poderia mais garantir a segurança na região, e impôs um bloqueio ao território palestino, proibindo todas as exportações e permitindo, unicamente, limitada ajuda humanitária. O governo do Egito havia também fechado sua fronteira quando os combates mais intensos entre Fatah e Hamas tiveram início, em 7 de junho de 2007.
Daí em diante, o Fatah passou a receber os apoios de Israel, dos Estados Unidos e da União Européia, enquanto o Hamas era desconsiderado como interlocutor.[14]
Mas, além das disputas com o Fatah, depois de chegar ao governo palestino, o Hamas teve que enfrentar o boicote econômico internacional à Faixa de Gaza, principalmente por parte dos Estados Unidos e da União Européia, sob a alegação de que o partido não reconhece o Estado de Israel, não renuncia à violência e desconsidera os acordos firmados anteriormente por Israel e pela ANP.[15][1]
Os bloqueios israelenses têm dificultado enormemente a vida dos cerca de 1,5 milhão de moradores de Gaza, da mesma forma, que o boicote econômico do Ocidente está sufocando a economia local. Segundo dados oficiais palestinos, mais da metade dos habitantes da Faixa de Gaza vive abaixo da linha da pobreza, e pelo menos 45% da população ativa está desempregada. Mais da metade dessa população constitui-se de refugiados das guerras com Israel. A maioria dos moradores vive com menos de US$2 ao dia. O território tem uma das maiores densidades populacionais e das mais altas taxas de crescimento demográfico do mundo. [1][16]

Cessar-fogo Hamas-Israel de 2008
Em junho de 2008, representantes do Hamas e do governo israelense chegaram a um acordo de cessar-fogo na região, mediado pelo Egito,[17] com duração de seis meses, e que expirou no dia 19 de dezembro. O grupo palestino decidiu não renová-lo, por entender que Israel não havia cumprido o compromisso de suspender o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.[18][19]
Operação Chumbo Fundido
Artigo Principal: Operação Chumbo Fundido
A partir do dia 27 de dezembro de 2008, as Forças de Defesa de Israel lançaram uma ofensiva militar no território palestino contra o Hamas. Inicialmente, a operação consistiu em ataques aéreos contra alvos palestinos na Faixa de Gaza.[20][21][22][23][24] Na noite do dia 3 de janeiro de 2009, teve início a ofensiva por terra, com tropas e tanques israelenses entrando no território palestino.[25]. Em meados de Janeiro de 2009, a ONU, pela voz de John Holmes estimava que os 22 dias decorridos desde o início do conflito já tinham feito 1314 mortos e cerca de 5320 feridos do lado palestino; os números de Israel saldavam-se com 4 mortos - 13 segundo o governo israelita - e 55 feridos

28 de jan. de 2009

O Rei David


Ao contrário do que acontece com outros personagens do antigo Israel, é relativamente difícil questionar a existência histórica de Davi. Embora não existam inscrições contemporâneas que façam referência ao rei, textos não muito posteriores achados na Palestina parecem mencionar seu nome. Um desses artefatos é a chamada estela de Tel Dan, descoberta ao norte da Galiléia. A estela de Tel Dan, achada no norte de Israel, traz um texto aramaico com a possível menção mais antiga ao nome de Davi fora da Bíblia [1] Também foram descobertas minas de cobre na Jordânia que podem ser ser uma indicação da existência do personagem bíblico Rei [Salomão], filho e sucessor do Rei David[2]


Tradição bíblica

David viveu algures à volta de 1050 a.C., foi o segundo rei de Israel sucedendo a Saul (sua Historia é relatada em detalhes nos livros de I e II Samuel). Foi um rei popular e o homem mais vezes mencionado na Bíblia. Ele foi o oitavo e o mais novo filho de Jessé, um habitante de Belém. O seu pai parece ter sido um homem de situação modesta. O nome da sua mãe não se encontra registrado, mas alguns pensam que ela era a Nahash. Quanto à sua aparência pessoal, sabe-se apenas que ele tinha cabelos ruivos, formoso semblante e gentil aparência.
Na narrativa bíblica ele aparece inicialmente como tocador de harpa na corte de Saul e ganha notoriedade ao matar em combate o gigante guerreiro filisteu Golias, ganhando o direito de casar com a filha do rei Saul e a isenção de impostos. Depois da morte de Saul, Davi governou a tribo de Judá, enquanto o filho de Saul, Isboset, governou o resto de Israel. Com a morte de Isboset, Davi foi escolhido o rei de toda Israel e seu reinado marca uma mudança na realidade dos judeus: de uma confederação de tribos, transformou-se em uma nação estabelecida. Ele transferiu a capital de Hebron para Jerusalém, após conquistá-la, pois esta não tinha nenhuma lealdade tribal anterior, e tornou-a o centro religioso dos israelitas, trazendo consigo a Arca Sagrada (seu mais sagrado objeto).
Expandiu os territórios sobre os quais governou e trouxe prosperidade a Israel. Seus últimos anos foram abalados por rebeliões lideradas por seus filhos e rivalidades familiares na corte. Ele é tradicionalmente visto como o autor do livro dos Salmos, mas apenas uma parte é considerada seu trabalho.
Foi concedido por Deus, de acordo com a Bíblia, que a monarquia israelita e judaica iria certamente vir da sua linha de descendentes. O Judaísmo Ortodoxo acredita que o Messias será um descendente do Rei David. O Novo Testamento qualifica Jesus como descendente de David. Porém é certo que Jose esposo de Maria era descendente de Davi, porém como a historia diz Maria ficou gravida do Espirito Santo logo Jesus não descende de Davi. Segundo a tradição Judaica, o genro se tornava filho do seu sogro, então sendo assim Jesus descende de Davi.
Foi ungido rei pelo profeta Samuel ainda durante o reinado de Saul, causando ciúmes de sua parte. Por isto David se exilou por um tempo ( pois confiava em Deus, e não tinha o direito de tocar no ungido do Senhor)
Foi durante seu reinado que Jerusalém foi capturada dos jebusitas, tornando-se capital do reino de Israel.
Foi sucedido por seu filho, Salomão, que foi responsável pelo início da decadência do reino.
contudo hoje os historiadores já encontraram vestiges que comprovam a vida de Davi, este fato foi noticiado a pouco sobre uma pedra com relatos sobre o rei Davi

[editar] Resumo do relato bíblico sobre David
Deus havia ordenado por meio de Samuel que Saul destruísse completamente o povo amalequita por haverem atacado o povo de Israel durante o período do êxodo do Egito, no entanto Saul não destruiu o melhor dos despojos e o próprio rei amalequita Agague. Por essa desobediência Samuel "profetizou" que Saul não seria mais o rei de Israel.
Samuel "instruído por Deus" vai secretamente até a casa de Jessé para "ungir" um novo rei para Israel. Apesar de David ser o mais novo de seus sete irmãos ele foi o "escolhido por Deus para ser ungido". A bíblia relata que nessa época um "mau espírito" atormentava Saul e seus servos buscaram alguém que soubesse tocar lira para que Saul se acalmasse. Saul se afeiçoou por David e fez dele seu escudeiro. Mais tarde quando o exército filisteu se reuniu para enfrentar os israelitas. Um gigante chamado Golias desafiou o exército israelita a enviar um homem para enfrentá-lo no entanto os israelitas tiveram medo do gigante. David indignando-se da vergonha que Golias "trazia a seu Deus" com suas palavras, decidiu enfrentá-lo. Saul ofereceu sua armadura para David, no entanto ele recusou por não ser treinado no combate com armadura e ser de pequena estatura em comparação à armadura (a Bíblia relata que Saul era particularmente alto dizendo que seus ombros sobressaíam acima do resto do povo), então David enfrentou Golias munido apenas de uma funda e algumas pedras. Logo no começo da batalha Davi acertou-lhe a testa com uma pedrada e caindo Golias arrancou-lhe a cabeça com sua própria espada.
Após a vitória David foi colocado como líder de um grupo de soldados e tornou-se o melhor amigo de Jônatas, filho de Saul. Sendo David bem sucedido em todas suas missões e ganhando fama entre o povo, o rei Saul passou a invejá-lo e temeu perder o poder para David. A partir daí Saul tentou por inúmeras vezes matar David, o qual fugiu para salvar-se. David fugiu para o deserto, e começaram a reunir em torno de sí, todos os indesejáveis da época, a Bíblia fala que ladrões e assassinos começaram a procurá-lo, formando um pequeno contigente bélico, o qual o ajudava a se defender das investidas tanto do rei Saul, quanto de outros povos. Quando rei Saul morreu David governou a tribo de Judá. E Isboset, filho de Saul, governou o restante de Israel. Quando Isboset morreu David foi escolhido por Deus para governar a toda Israel. Ele foi um homem "usado por Deus e fez muitas mudanças a Israel".

27 de jan. de 2009

Salomão

Rei Salomão (segundo algumas cronologias, reinou de 1009 a 922 a.C.), filho do rei David com Bate-Seba, tornou-se no terceiro rei de Israel (reino ainda unificado) e reinou durante quarenta anos. O nome Salomão ou Shlomô (em hebraico: שלמה, deriva da raiz Shalom, que significa "paz", tem o significado de "Pacifico". Foi adicionalmente chamado de Jedidias (em árabe سليمان Sulayman ) pelo profeta Natã, nome que em hebraico significa "Amado de IHVH". (II Samuel 12:24, 25)

Idealização do Templo de Salomão

Foi quem ordenou a construção do Templo de Jerusalém, no seu 4.º ano, também conhecido como o Templo de Salomão. Depois disso, mandou construir um novo Palácio Real para o Sumo Sacerdote, o Palácio da Filha de Faraó, a Casa de Cedro do Líbano e o Pórtico das Colunas. A descrição do seu Trono era exemplar único em seus dias. Mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como diversas cidades fortificadas e torres de vigia.
Salomão se notabilizou pela sua grande sabedoria, prosperidade e riquezas abundantes, bem como um longo reinado sem guerras. É uma personagem bíblica envolta em muitos mitos e lendas extra-bíblicas. Foi após a sua morte, que ocorre o previsto cisma nas Tribos de Israel, originando o Reino de Judá (formado pelas 2 Tribos), ao Sul, e o Reino de Israel Setentrional (formado pelas 10 Tribos), ao Norte.